Participe das vaquinhas virtuais para concretizar seus projetos


| Tempo de leitura: 4 min
O vendedor francano Luiz França conseguiu arrecadar cerca de R$ 100 no site para a compra de uma impressora
O vendedor francano Luiz França conseguiu arrecadar cerca de R$ 100 no site para a compra de uma impressora

Você quer abrir uma empresa, viajar para o Canadá ou conhecer a Guatemala? Há quanto tempo você sonha com uma impressora nova? E aquele projeto de escrever um livro, por que não saiu do papel ainda? O que o separa do seu sonho? Saiba que se a resposta for dinheiro, tem um monte de gente por aí disposta a ajudar. Sites no Brasil e no mundo se especializaram em fazer a ponte entre quem tem o projeto mas não tem o dinheiro e quem tem o dinheiro mas não o projeto.

Em terras tupiniquins o mais famoso é o Vakinha (www.vakinha.com.br) - com k mesmo -, criado pelos empresários Luiz Felipe Gheller, 32, e Fabrício Milesi, 30, que funciona como uma ferramenta para arrecadação exclusivamente online de dinheiro, como as vaquinhas mesmo, em que cada um colabora com quanto quer e pode.

Desde 2009, quando o site entrou no ar, mais de R$ 1 milhão foram arrecadados para mais de 30 mil usuários. Eles pedem de tudo, desde grana para publicar um livro, cirurgia para o cãozinho da rua, viagens e carros, até coisas bizarras, como ajuda para salvar o patrimônio de Silvio Santos. Recentemente o site fez a arrecadação para o blogueiro Lucas Celebridade, famoso na internet por seus vídeos engraçados, fazer a reforma de sua casa, em Luzilândia, no interior do Piauí. Ele conseguiu arrecadar R$ 5 mil no site em 24 horas. Além de arrecadações tradicionais, são feitas também vaquinhas para quem quer receber dinheiro de presente para chá de fraldas, lua de mel, casamentos, aniversário e formaturas.

Para fazer uma vaquinha basta entrar no endereço na internet, ter CPF e uma conta corrente no seu nome e montar um perfil. O “vakeiro”, como são chamados os usuários, usa suas redes sociais, como Orkut, Twitter e Facebook para avisar os amigos da campanha financeira. Quem quer ajudar, pode fazer o pagamento em qualquer valor por boleto bancário, transferências online ou cartão de crédito.

Cada vaquinha tem uma página exclusiva na internet. Os amigos, ao acessarem o site, podem clicar em Contribuir. A partir daí, basta seguir os passos e deixar um recado para o vakeiro. Por se tratar de uma doação, o processo é bem mais simples do que uma compra em loja online, por não necessitar de cadastro. O site usa sistemas tradicionais de segurança para garantir as operações, como o Pagseguro do UOL e o Site Blindado. De cada transação, é cobrada uma taxa de administração de 2,9% a 6,4% por operação. As contribuições são liberadas para saque 14 dias após seu recebimento. Há também a opção de tornar a vaquinha pública ou particular.

VAKEIROS
O vendedor francano Luiz França conseguiu arrecadar cerca de R$ 100 no site para a compra de uma impressora. As doações vieram, segundo ele, de pessoas conhecidas e desconhecidas. A primeira pessoa que o ajudou foi sua namorada, mas depois vieram mais contribuições. Luiz iniciou recentemente uma nova campanha. Bem menos modesta, o vendedor espera conseguir comprar com a ajuda dos internautas um carro no valor de R$ 90 mil. Até sexta-feira havia conseguido R$ 100.

O promotor de vendas Christofer Cunha da Silva, 23, também é usuário do site Vakinha. Ele quer angariar fundos para bombar seu blog na internet. Christofer já usou o endereço também para ajudar outras pessoas. Uma delas foi Lucas Celebridade e o outro um amigo que se casou. 

Financiamento de projetos é sucesso no exterior
Fora do Brasil um dos sites que mais faz sucesso no segmento das “vaquinhas online” é o Kick Starter (www.kickstarter.com). Diferente do site brasileiro, o gringo procura quem queira ajudar a financiar um projeto e não um sonho, que para ir ao ar no site precisa antes ser aprovado por uma equipe do próprio site.
O Kick Starter é o símbolo de um novo fenômeno que está invadindo a internet, o crowdfunding, que parte do princípio de pedir colaboração de internautas. Assim como o site brasileiro, o americano (criado por três nova-iorquinos) cobra uma taxa de administração financeira de 5%.
Cada projeto tem o prazo máximo de três meses para levantar o valor total. O dono do projeto só fica com a grana se ultrapassar ou igualar o valor no tempo estipulado. Caso contrário não leva nada e o dinheiro é devolvido aos colaboradores.
Até agora, o site americano já arrecadou mais de US$ 20 milhões.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários