Trechos em terra infernizam moradores da zona Norte


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RISCO CONSTANTE - Motociclista se equilibra sobre a moto ao passar, ao lado de outro veículo, pelo trecho de terra na Avenida Sidney Romeu Andrade, no Bairro City Petrópolis
RISCO CONSTANTE - Motociclista se equilibra sobre a moto ao passar, ao lado de outro veículo, pelo trecho de terra na Avenida Sidney Romeu Andrade, no Bairro City Petrópolis

A combinação asfalto-terra-asfalto tem irritado motoristas e moradores da região do City Petrópolis. Depois de anos de espera, as ruas foram asfaltadas, mas, na Avenida Sidney Romeu Andrade, um trecho de 600 metros não foi pavimentado. Com a poeira em dias quentes e lamaçal nas chuvas, as pessoas que transitam pelo local são obrigadas a arcar com prejuízos. Problemas nos veículos, principalmente nas motos, e quedas são frequentes. A avenida passa em frente aos Clubes dos Bancários e Comerciários e faz ligação entre o City Petrópolis, Paineiras e a Rodovia Cândido Portinari.

Não há imóveis no trecho não asfaltado, mas quem transita pelo local pede providências. Harlei Pereira Batista, 55, é serviços gerais e presta atendimento em propriedades daquela região. Passa pelo trecho de terra de quatro a cinco vezes por dia e disse que já sofreu quedas de moto no local e está com o veículo danificado. “Minha moto está desmanchando por causa desta rua. Não tenho outro caminho por onde passar. É só um pedaço, podiam ter asfaltado já”, disse ele, que mora no São Luiz.

Morador do Jardim Luiza, o comerciante Luciano Silva, 26, costuma passar pela Avenida Sidney Romeu Andrade quando viaja para Cristais Paulista e é um dos que teve danos no carro. “Sempre desalinha o carro por passar aqui. Como é esburacado, acaba com a suspensão e preciso sempre fazer manutenção”.

Em dias chuvosos, a lama causa ainda mais transtornos. Carros costumam ficar encravados. O pespontador Leonardo Machado, 32, disse que, além da enxurrada, a água da chuva empoça e torna a passagem intransitável, inclusive para os pedestres. Morador do Jardim Paineiras, ele insiste em passar de moto pela avenida para ganhar tempo. “A água empoça e tenho que dar a volta e acabo andando uns dois quilômetros a mais com o desvio. Enfrento esse trecho para gastar menos e ir mais rápido”.

O balconista aposentado Jair de Azevedo, 67, reside no Jardim Guanabara e trabalha no Clube dos Comerciários. Ele preferiria ir para casa passando pelos bairros, mas, para desviar da lama da avenida, opta por circular pela Rodovia Cândido Portinari. “Passo pela rodovia, só que é um trecho mais perigoso porque tenho de atravessá-la”, disse Jair.

OUTROS PONTOS
Na mesma região, pelo menos outros dois locais de grande circulação de veículos não estão asfaltados. Um deles é a avenida em frente ao Motel Oases, com acesso à Cândido Portinari. Uma das pistas está pavimentada e a outra não. Para desviar da terra, os motoristas costumam entrar na contramão, sentido bairro-rodovia. Outro ponto é a Avenida Segundo Guaraldo, no Jardim Cambuí. A expectativa é de que seja asfaltada em 2011.

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