Fechamento de escolas em Franca revolta professores


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COM MEDO - Professores protestam contra fechamento da Escola Estadual “Josephina Zinni Almada”, no bairro São Joaquim. Eles alegam não ter informações sobre como ficará a situação da escola e temem perder seus empregos
COM MEDO - Professores protestam contra fechamento da Escola Estadual “Josephina Zinni Almada”, no bairro São Joaquim. Eles alegam não ter informações sobre como ficará a situação da escola e temem perder seus empregos

A falta de informações sobre o fechamento de sete escolas estaduais de Franca em 2013, anunciado na semana passada pela Diretoria Regional de Ensino, deixou os professores revoltados. A maioria trabalha há mais de dez anos nestas instituições e teme sobre o futuro dos alunos e de suas carreiras. Um grupo de 18 docentes da escola Estadual “Josephina Zinni Almada”, no bairro São Joaquim - uma das sete escolas que podem ser fechadas, recolheu assinaturas de outros colegas, pais de alunos e funcionários da escola. Eles devem encaminhar o abaixo-assinado à promotoria de Justiça.

A municipalização do ensino é um dos motivos alegados pela dirigente regional de Ensino de Franca, Ivani de Lourdes Marchesi de Oliveira, para o fim das escolas estaduais. A principal preocupação dos docentes é não serem aproveitados na rede municipal. “Até agora não houve nenhum pronunciamento quanto à nossa situação. Eles vêm dizer que ‘escola não se fecha, se transforma’. Transforma em quê? Cadê o respeito aos alunos e professores?”, questiona a professora Lúcia Margareth Beloti Guimarães, que trabalha na escola há 20 anos, se referindo à afirmação feita pelo coordenador de Ensino do Interior, Rubens Mandetta, à reportagem do GCN na última semana, quando esteve em Franca para tratar do assunto com o prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Na reunião, Mandetta disse que as escolas não serão fechadas, mas confirmou o fim das matrículas.

Os professores da “Josephina” foram informados pela direção da escola - que possui 500 alunos -que serão fechadas cinco turmas previstas para 2011. “Se não podemos mais fazer matrículas para o 2º ano, que dá sequência e vida à escola, daqui três anos não haverá alunos. Não precisa ser inteligente para concluir isso”, disse a professora Denise Gomes. As escolas que não mais receberão matrículas são do 1º ao 5º ano.

As professoras dizem que a insegurança também tomou conta da sala de aula. “Os alunos e pais estão indignados com a mudança. Muitos já retiraram seus filhos para garantirem vagas em outras unidades, com medo de faltar vagas. Nossa escola já começou a morrer, éramos uma família”, lamentou a professora Alice Gomes.

A diretora da escola “Josephina”, Sônia Maria Gaia, disse que aguarda detalhes da Secretaria sobre as mudanças. “Não sei o destino dos nossos professores e nem mesmo o meu. Ninguém me passou nada ainda”. A dirigente regional de Ensino, Ivani Marchesi, foi procurada ontem por telefone pela reportagem, mas não pôde atender. Ela está de luto por causa da morte de sua mãe. A Secretaria de Estado da Educação afirmou, através de sua assessoria de imprensa, que nenhuma escola da região de Franca será fechada.  

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