Responsáveis pelos imóveis da Avenida Champagnat alvos do inquérito aberto pelo Ministério Público questionam o levantamento realizado pela Fiscalização e, parte deles, alega que a área não é do Poder Público. Também há aqueles que concordam com o pagamento da taxa, mas que querem permanecer nos locais, pois a ocupação teria sido permitida pela Prefeitura ao longo dos anos e eles investiram em construções. “Nunca disseram que era irregular e, agora, querem nos multar e desmanchar o que fizemos com sacrifício. Não acho justo”, disse um comerciante que pediu anonimato.
O advogado Tiago Andrade representa três donos de bares. Ele admite que há casos de ocupação de área pública, mas não concorda que a desocupação seja feita de maneira imediata. “Sempre foi tolerado, por que a intolerância agora? Não há nenhum projeto de obras para o local. Vamos buscar um entendimento para que as construções possam permanecer no local até quando algum projeto for implantado na Champagnat. Caso contrário, o prejuízo será grande”. Andrade concorda com o pagamento da taxa e se reunirá com as partes envolvidas para avaliar a possibilidade de repassar os valores restituídos ao Hospital do Câncer.
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