Mãe está desesperada com agressões sofridas pela filha


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No dia 24 de outubro, um domingo, a comerciante NC, 41, já estava deitada quando foi acordada com o telefonema da tia de seu genro. Desesperada, a mulher pediu para que ela seguisse até o bairro vizinho para socorrer a filha que apanhava do namorado.

NC saiu correndo pelas ruas para a casa onde a caçula de 15 anos estava. No meio do trajeto, recebeu outro telefonema. Desta vez, era o próprio agressor. Ele foi direto no recado. “Falou que se eu não buscasse ela naquela hora, ele ia matar minha filha. Fiquei desesperada”.

Ao chegar na casa, NC encontrou a filha machucada. “Ela machucou no pescoço, na perna, perto da coluna, na cabeça, porque subiu em cima dela. O rosto estava muito inchado. Ela só não morreu porque eu cheguei”.

Os dois teriam brigado por motivo banal. “Parece que ela fez uma comida que ele achou ruim e partiu para cima dela”, disse a comerciante, que se revoltou com o estado em que encontrou a filha. “Na hora que vi minha filha, tinha coragem de matar ele”.

Segundo NC, essa não seria a primeira vez que o rapaz agride a filha. “Fiquei sabendo que ele já bateu nela várias vezes... Já tinha tentado tirar ela dele um punhado de vezes, mas ela não quis sair. Dessa vez, largou uns dias, mas está com ele de novo”. A mãe está mais abalada porque a filha se revoltou contra ela. “Quando levei ela para a UBS, chamaram a polícia e, por causa disso, ela não quer mais conversar comigo. Ele não foi preso e os dois estão juntos”.

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