O anúncio de que sete escolas estaduais de Franca serão fechadas ao final do ano letivo de 2013 pegou a todos de surpresa, inclusive autoridades. “Como toda a cidade, eu também fui surpreendido”, disse na última quinta-feira o prefeito Sidnei Rocha (PSDB).
A história começou quando pais de alunos denunciaram que a Escola Estadual “Caetano Petráglia”, localizada no Bairro Cidade Nova, não estava recebendo matrículas para o 2º ano do ensino básico para 2011. Boatos de que o estabelecimento seria fechado, levou à criação do movimento “Caetano para sempre”.
Quarta-feira, 3, uma comissão de pais e outra de professores se reuniu, separadamente, com a dirigente regional de Ensino de Franca, Ivani de Lourdes Marchesi de Oliveira. Durante o encontro, ela confirmou que não só o “Caetano”, mas outras seis escolas não estavam recebendo matrículas para 2011. Entre as razões apresentadas pela dirigente, estão a Constituição Federal que obriga a municipalização do ensino básico e a baixa natalidade. Em entrevista exclusiva ao GCN, a dirigente foi taxativa ao afirmar que a rede estadual não tem demanda para todas as escolas. “A tendência é que todas estejam fechadas em 2014, quando os prédios serão liberados para qualquer destinação que os órgãos públicos estaduais e municipais julgarem pertinentes”, disse Ivani na quarta-feira. No dia seguinte, com a publicação das declarações de Ivani Marchesi, autoridades reagiram. Os deputados estaduais Gilson de Souza e Roberto Engler agendaram um encontro entre o prefeito Sidnei Rocha e o coordenador Rubens Antônio Mandetta, da Coordenadoria de Ensino do Interior.
A reunião aconteceu sexta-feira no gabinete do Chefe do Executivo, durante a qual Sidnei Rocha afirmou que a municipa-lização tem que ser feita. “É lei (...) Ela vai acontecer, mas não sabemos quando, por causa da responsabilidade fiscal”.
Na reunião, Mandetta confirmou que as escolas não estão recebendo matrículas. “Mas o processo na educação é dinâmico. Nada impede que no ano que vem elas (escolas) recebam (matrículas)”. Segundo ele, “houve um equívoco da professora Ivani Marchesi na sua colocação”, se referindo à notícia dada por ela sobre o fechamento das escolas. Procurada pela reportagem do Comércio na tarde de sábado, a dirigente não foi encontrada.
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