Coordenador confirma fim de matrículas nas escolas estaduais


| Tempo de leitura: 2 min
REUNIÃO - Da esquerda para a direita, Gilson de Souza Júnior, coordenador Rubens Mandetta, prefeito Sidnei Rocha, deputado Roberto Engler e vereador Josivaldo “Bahia”, durante encontro sobre fechamento de escolas
REUNIÃO - Da esquerda para a direita, Gilson de Souza Júnior, coordenador Rubens Mandetta, prefeito Sidnei Rocha, deputado Roberto Engler e vereador Josivaldo “Bahia”, durante encontro sobre fechamento de escolas

O coordenador Rubens Antônio Mandetta, da Coordenadoria de Ensino do Interior, órgão da Secretaria de Educação de São Paulo, responsável pelas 63 Diretorias Regionais de Ensino, confirmou ontem o fim das matrículas em sete escolas estaduais de Franca. Apesar da negativa de Mandetta, a notícia implica no fechamento destas escolas em três anos, já que sem receber novos alunos a partir de 2011, elas deixarão de ter as atuais atribuições ao final do ano letivo de 2013.

Mandetta esteve ontem em Franca e se reuniu com o prefeito Sidnei Rocha (PSDB), políticos, pais de alunos, professores e imprensa. O encontrou foi motivado após a publicação da entrevista da dirigente regional de Ensino, Ivani de Lourdes Marchesi de Oliveira, sobre o fim de sete das 53 escolas estaduais. “Basicamente eu vim aqui dizer que nós não temos neste momento nenhum estudo que prevê o fechamento destas escolas”, declarou o coordenador, que também esteve com Ivani e classificou como “um equívoco” o que ela disse ao GCN Comunicação.

Na reunião, o coordenador confirmou que os alunos dos 2º ano estão sendo matriculados automaticamente nas escolas onde fizeram o 1º ano, ou seja, nas escolas municipais localizadas próximas às suas casas. “Nós não temos lista de matrículas nas escolas porque é tudo via sistema (informatizado). A maioria dos alunos das escolas da área central mora em outros bairros e as matrículas foram dirigidas para as escolas próximas às suas casas”, tentou justificar Mandetta, ao ser indagado sobre o motivo das escolas do Centro não receberem alunos para o 2º ano a partir de 2011.

Ao ser lembrado que este novo sistema implicará no fechamento de escolas, Mandetta disse que “as coisas não funcionam assim na educação” e voltou a negar o fim de escolas tradicionais como “Coronel Francisco Martins” (Centro) e “Caetano Petráglia” (Cidade Nova). “Em geral, às vezes, as demandas podem mudar de um ano para outro. Estas escolas podem ser transformadas em escolas municipais. Haverá uma reorganização de ciclo. Nós não trabalhamos com fechamento de escolas, mas com a readequação de prédios”, disse o coordenador, acrescentando que os espaços poderão ser transformados em escolas de tempo integral e até técnicas.

MUNICIPALIZAÇÃO
“Os senhores estão promovendo a municipalização do ensino em Franca?”, perguntou um dos participantes do encontro. Mandetta disse que somente o prefeito poderia falar sobre o assunto. Sidnei Rocha negou. “A municipalização tem que ser feita, é lei. Nós já mantivemos contato com a Secretaria de Educação e vamos voltar a conversar novamente para saber como fazer a municipalização. Ela vai acontecer, mas não sabemos quando, por causa da responsabilidade fiscal”.

Leia também “Escola não se fecha, se transforma”, diz Mandetta

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários