A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e a Comissão de Ética da Secretaria Municipal de Saúde estão investigando a denúncia de abuso sexual feita por uma paciente de 43 anos, moradora no Jardim Aeroporto III. Segundo a vítima, o abuso foi praticado por um médico do Pronto-socorro “Doutor Janjão” dentro de uma das salas da unidade. Na versão da paciente, ela teria sido agarrada pelo profissional durante uma consulta e ele teria tentado obrigá-la a fazer sexo oral nele.
A denúncia foi confirmada pela delegada Graciela de Lourdes Davi Ambrosio, que determinou a abertura de inquérito contra o médico por crime sexual mediante fraude. A ocorrência foi registrada no último dia 6 de outubro. “Primeiro, a mulher foi à Secretaria de Saúde e denunciou o caso. Ela disse que estava com problemas na coluna. Na ocasião, fez um raio-X e apresentou para o médico. Como não ficou constatado nenhum problema, ele (o médico) levantou o vestido da paciente e passou a apertar suas costas e encostar seu corpo no dela. Depois, ele teria, segundo a paciente, tirado seu órgão genital para fora da calça e apertado o pescoço da denunciante para baixo, forçando para que ela fizesse sexo oral nele”, disse.
O secretário municipal de Saúde, Alexandre Ferreira, afirmou que o caso também está sendo apurado pela Comissão de Ética da secretaria. “A paciente denunciou o fato e a gente, de imediato, colocou uma psicóloga à disposição dela e a levamos até a DDM para fazer a queixa. Agora estamos aguardando as apurações. Enquanto não se comprovar que aquilo realmente aconteceu da forma como ela narrou, nós também temos que dar suporte para o médico. Caso a denúncia seja comprovada, nós não queremos e não vamos aceitar este profissional no nosso quadro”, disse Alexandre.
O nome da paciente assim como do profissional não foram revelados nem pela polícia nem pelo secretário. A delegada deve intimar o médico para prestar declarações. Alexandre Ferreira informou que não existe reclamações contra o profissional denunciado. “Nós estamos procurando outras pacientes que foram atendidas pelo médico e indagando para ver se encontramos outro histórico. No momento, não existe nenhuma informação parecida”.
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