O anúncio do fechamento de escolas afeta diretamente os professores do ensino básico. A afirmação foi feita pela professora Eleuza Gomides Rodrigues, 46, que participou da passeata de ontem à tarde. “Não é só o ‘Caetano’ que está sofrendo com estas mudanças. As escolas de Franca estão vivendo este processo. Queremos trabalhar”, disse Eleuza, eleita pelos demais para falar em nome da categoria.
Os professores afirmaram que não são contra a municipalização do ensino, mas, sim, como o processo está sendo conduzido. “Nós não sabemos os critérios que estão sendo utilizados. Somos os últimos, juntos com os pais, a serem comunicados. Quer municipalizar, tudo bem, mas da forma correta. Não estamos brincando de dar aulas e queremos saber dos nossos direitos”, acrescentou Eleuza.
O principal temor dos profissionais do ensino é a perda dos empregos. Os professores têm informações de que não serão aproveitados pela rede municipal e que a maioria não terá salas em Franca. “Este é um processo que ano a ano vai diminuindo o número de salas e para onde vão tantos professores é o que queremos saber”, indagou a professora.
O diretor regional da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) em Franca, Luiz Gonzaga, disse que não vai mais falar com a dirigente de ensino. “Vamos levar a situação ao Governo do Estado para tentar reverter esta situação”.
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