Alunos, pais e professores da Escola Estadual “Caetano Petráglia”, localizada na Rua Santos Pereira, Bairro Cidade Nova, se reuniram por volta das 17 horas de ontem para protestar contra o fechamento da unidade. Cerca de 400 manifestantes do movimento “Caetano para sempre” deram um abraço simbólico no prédio da escola, que existe há quase 70 anos, e saíram em passeata.
O objetivo, segundo coordenadores, é mostrar que eles não aprovam a decisão de fechar o estabelecimento de ensino. O ato contou com o apoio de professores de outras seis escolas também ameaçadas de fechamento.
A pouca demanda foi um dos motivos apontados por Ivani Marchesi para justificar a não aceitação de matrículas para o 2º ano do ensino básico, o que leva a escola a encerrar suas atividades em 2013. Para o gerente de negócios Adriano Faustino, 38, morador no Residencial Nova Franca e um dos líderes do movimento, a dirigente estaria “faltando com a verdade”. “O País precisa de educação. Sou de Ribeirão (Preto), estou morando em Franca há pouco mais de um ano e tive grande dificuldade para matricular meu filho aqui. Falar que esta é uma escola que não tem demanda, é uma inverdade. Não procede o que ela está alegando. Parece mais uma briga política”, disse.
O coordenador da “Caetano Petráglia”, professor Fábio Barbosa Martins, 62, há 12 anos trabalhando na unidade, disse que recebeu a notícia do fechamento com muita tristeza e classificou a decisão de fechar outras seis como “um absurdo”. “Há demanda, há crianças. Tem muita gente querendo se matricular e a concorrência aqui é grande. Ela (dirigente regional de ensino, Ivani Marchesi) está querendo realizar a municipalização do ensino, mas só o prefeito (Sidnei Rocha) pode realizar. E ele não se manifestou”, desabafou Martins.
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