Censo 2010 aponta ‘sobra’ de mais de 7,6 mil mulheres em Franca


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E AGORA? - Solteira e à procura de um namorado, a auxiliar de vendas Jéssica Gimenes Carrion gostaria que a cidade tivesse mais homens
E AGORA? - Solteira e à procura de um namorado, a auxiliar de vendas Jéssica Gimenes Carrion gostaria que a cidade tivesse mais homens

Em Franca, há mais mulheres que homens. A constatação é dos resultados preliminares do Censo 2010 divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o levantamento prévio, há atualmente 7.685 mulheres a mais que homens na cidade. Dos 318.239 habitantes, mais da metade - 162.962 - são do sexo feminino. Há dez anos, a diferença era menor. Em 2000, a cidade contava com 3.419 mulheres a mais.

Além da maior ocasionalidade de nascimentos de bebês do sexo feminino, entre as justificativas, estaria a expectativa de vida delas que é superior à dos homens.

Como a apuração do Censo ainda não foi concluída em Franca, não é possível saber em qual faixa etária a diferença entre homens e mulheres é maior, mas segundo especialistas e dados nacionais, as mulheres são maioria principalmente nas faixas mais avançadas. Alexandre Caretta, geógrafo da Unifran (Universidade de Franca), avalia que o maior número de mulheres é um comportamento esperado historicamente. “A mulher sempre viveu mais que o homem. Principalmente acima de 70 anos. Os dados também influenciam em uma maior participação da mulher no mercado de trabalho e na economia em geral, tornando-as cada vez mais representativas dentro de casa e nas chefias em geral”, disse.


Para a médica geriatra, Ana Maria Bruxelas, os homens não cuidam da saúde como deveriam e estão mais sujeitos a acidentes no trânsito e no trabalho, por isso possuem uma população menor. “Eles têm maior índice de mortalidade por causas externas e por serem mais expostos aos riscos. Em se tratando de violência, álcool, tabagismo e acidentes de trânsito, eles morrem mais do que as mulheres”, disse.

Segundo Bruxelas, o homem quando vai ficando mais velho também perde a qualidade de vida se não está ao lado de uma mulher. “Se elas ficam sozinhas, elas sabem se virar melhor, se preocupam mais com a saúde, sabem cozinhar e realizar todos os afazeres. Já os homens solitários ficam mais doentes. Prova disso é que em nossos hospitais em Franca a internação de idosos é bem maior que a de idosas”, disse.

Para as solteiras, os dados de muitas mulheres “sobrando” na cidade não são nada agradáveis. A auxiliar de vendas, Jéssica Gimenes Carrion, disse que a falta de homens é evidente. “Quando saio em festas, baladas e barzinhos, sempre vejo que há mais mulheres”, disse.

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