A dona de casa Libaina Maria de Moura, 68, mora no Jardim Cambuí. Na manhã de terça-feira, caminhou por quase duas horas até o Cemitério Santo Agostinho para visitar o túmulo do marido falecido há sete anos. Na sacola, flores e velas. Ajoelhou ao lado da sepultura e rezou. Depois foi visitar os túmulos de um filho e um cunhado. Assim como Libaina, centenas de pessoas aproveitaram o Dia de Finados para visitar os parentes falecidos. Os três cemitérios da cidade ficaram lotados durante todo o dia. Os visitantes puderam acompanhar as missas que foram celebradas logo nas primeiras horas do dia em palcos montados dentro dos três cemitérios.
Uma que assistiu a missa foi a dona de casa Sebastiana Ferreira de Jesus, 50, que deixou os afazeres domésticos para ir até o túmulo do marido que morreu há sete anos. “Visito o túmulo dele a cada 15 dias, mas, no Dia de Finados, é diferente. É uma visita mais especial. Não posso deixar de vir. É o dia em que trago flores, limpo o túmulo e faço uma oração para lembrar dele”, disse.
O sapateiro Luís Carlos Fontelas, 55, visitou o local onde estão enterrados os avós, o pai e um tio. “Meu pai morreu há 30 anos, mas nunca deixo de vir no feriado. É um dia em que lembro muito dele, faço uma oração e até converso com ele”.
No Cemitério da Saudade, muita gente, antes de visitar as sepulturas de entes queridos, passou no túmulo em homenagem às 13 almas milagrosas que fica na entrada e é sempre um dos mais visitados no Dia de Finados. Vários vasos de flores e velas foram deixados em cima da sepultura.
LEMBRANÇAS
O 2 de novembro também é um dia em que o casal Terezina Barbosa, 69 e Mário das Dores Bartoli, 72, lembra dos quatro filhos mortos em um acidente de carro há 21 anos. “A gente tinha um sítio. Eles estavam voltando para casa quando bateram de frente com um ônibus. Foi muito triste. Se não fossemos muito religiosos não tínhamos aguentado”, disse Terezina que se emocionou ao se recordar dos filhos mortos. “Se não venho visitá-los, parece que não me sinto completo”, disse Mário.
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