Desde os 14 anos, Osvaldo documenta o que de mais importante acontece em sua vida. São dezenas de histórias de pessoas que teriam sido curadas após serem incluídas em sua lista de orações. "Sei porque eles sempre voltam trazendo parentes e amigos", disse.
Do documento de 53 páginas, o rezador destaca a história de uma menina de apenas seis meses de vida que sofria de uma doença congênita e incurável no baço. Ela morava em Brasília e os médicos afirmavam que não completaria um ano. Seu Osvaldo diz que um tio da criança o procurou para rezar por ela, dispondo-se até a levá-lo de avião ao Distrito Federal. "Eu disse que não precisava , pedi o nome dela e ali mesmo comecei a orar. Naquele momento, veio a mimo espírito de Dom Inácio (João Dal Monte - falecido bispo de Guaxupé-MG, no início dos anos 60) me deu a mão e me levou para uma nuvem branca. Lá, estava uma menina num leito de UTI. Era uma junta médica espiritual. Eles disseram para mim que ela não ia desencarnar logo, ainda ia viver muito até chegar o seu dia. vendo isto, eu voltei a mim e disse a ele, ela não ia morrer. Ele se levantou, agradeceu e despediu de mim ali na porta. Nunca mais vi, mas fiquei sabendo que a menina está bem".
O tio da menina, que pediu para não ser identificado, ainda mora em São Sebastião do Paraíso e se lembra do encontro. Disse que a sobrinha completou 14 anos. Segundo ele, a doença ainda existe e a adolescente segue em tratamento, tentando levar uma vida normal. "Os médicos realmente não tinham esperança de que ela sobrevivesse. Na época, a história comoveu a cidade e houve uma corrente de orações pela melhora dela. Foi quando encontrei seu Osvaldo. Pedi para que ele rezasse por ela também. Até hoje não sabemos o que a salvou e agradecemos a todos", disse ele.
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