‘Função da leitura é causar emoção’


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“No momento em que a pessoa nasce”. Esta é, para Menalton Braff, a hora certa de começar o incentivo à leitura. E ele está certo, de acordo com constatações de diversas pesquisas, como a “Retratos da Leitura no Brasil”, do Instituto Pró-Livro, que aponta que 79% do público considerado leitor se refere à mãe ou ao pai como a pessoa que mais o influenciou a ler, mostrando que hábitos de leitura se criam antes mesmo de a criança saber ler.

A pesquisa “Produção e Vendas do Mercado Editorial 2008”, da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica), ratifica a informação, indicando que o incentivo para a formação de jovens leitores vem da família, sobretudo das mães, e da escola. Neste estudo os números têm ainda mais peso: entre os adultos que leem, 87% afirmaram que os pais liam para eles antes de dormir.

“O leitor geralmente começa a ser leitor por imitação - o primeiro impulso para qualquer coisa na vida. Reproduzimos na infância o comportamento que presenciamos nos mais velhos. Se isso não acontece, a escola tem que preencher a lacuna, tem que incentivar a leitura”, explica Menalton. Mas, e se nada disso acontecer? Segundo o educador, ainda há “salvação”. “O ideal é que (o hábito da leitura) comece em casa, na primeira infância, mas não existe um limite. Na juventude ou na idade adulta, a pessoa pode se sentir incentivada a ler, por exemplo, porque alguém de prestígio fala bem da leitura, ou por qualquer outra razão”.

A leitura fica mais popular quando associada ao lazer e não unicamente a estudo e trabalho. “A literatura permite conhecer o comportamento humano, conhecer lugares, embora essa não seja a função inicial dela. A função é causar emoção. Ela ajuda na descoberta do ‘quem sou eu’”, afirmou o professor.

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