Eleição de Dilma Rousseff divide opinião entre eleitores francanos


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FÉ NA PRESIDENTE - Presidente da Francal, Abdala Jamil Abdala avalia que é preciso dar apoio e “pedir a Deus” para que Dilma faça bom governo: “Votei no Serra mas, agora, sou Dilma até a ponta do cabelo”
FÉ NA PRESIDENTE - Presidente da Francal, Abdala Jamil Abdala avalia que é preciso dar apoio e “pedir a Deus” para que Dilma faça bom governo: “Votei no Serra mas, agora, sou Dilma até a ponta do cabelo”

Confiança em um bom governo, dúvidas, ressalvas. A vitória de Dilma Rousseff (PT) para a Presidência da República dividiu opiniões entre políticos, empresários e representantes de entidades diversas em Franca. “Temos de respeitar a democracia. Pela minha vontade, ela não teria sido eleita, votei no Serra, mas, agora, sou Dilma até a ponta do cabelo”, afirmou Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras. O empresário avalia que não há expectativa de medo e que o País está maduro, com a democracia instalada. “Quem trabalha está fadado ao sucesso. Se o setor calçadista perseguir seus objetivos, alcançará bons resultados”.

O vereador Marco Garcia (PP), vice-presidente da Câmara, disse que a vitória de Dilma foi incontestável e que o País deverá continuar crescendo. “Se espero que em seu governo não haja tanta corrupção quanto houve no governo Lula”.

Wagner Garcia, diretor do Magazine Luiza, também defendeu a necessidade de se combater a corrupção com mais rigor, de não alterar a estrutura financeira e de se fazer a reforma tributária. “A nossa economia não admite imposição de um novo modelo. O comando da situação monetária deve ser mantido. Acho que a indicação de ministros e ocupantes de cargos estratégicos não deve obedecer a critérios políticos, mas ser pautada pelo conhecimento técnico”.

João Carlos Cheade, presidente da Acif, disse que a eleição de Dilma mostra uma tendência de maior defesa do trabalhador. “Vamos ter de aguardar, pois não sabemos o que pode vir dela. Existe uma apreensão sobre a política que ela vai exercer”.

José Nelson Salermo, presidente da subseção de Franca da OAB, disse ver com bons olhos a eleição de Dilma. “Ela participou do governo Lula e obteve êxitos. É preciso manter o otimismo, mas ser vigilante para que não haja corrupção e tentativas de impedir a liberdade de imprensa”.
O desembargador federal aposentado Geraldo Tasso avalia que o governo de Dilma é um grande mistério. “Acho que é uma incógnita, mas acredito que o Lula, goste dele ou não, tem grande sensibilidade política e não iria jogar o País em uma aventura ao indicá-la”. 

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