Número de assassinatos caem 23% em Franca nos últimos 10 meses


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SEM SOLUÇÃO - Foto de arquivo mostra bombeiros socorrendo Antônio César da Silva Nascimento, 28, que levou sete tiros após sair do campo de futebol no Jardim São Luiz em outubro: nenhum suspeito foi detido
SEM SOLUÇÃO - Foto de arquivo mostra bombeiros socorrendo Antônio César da Silva Nascimento, 28, que levou sete tiros após sair do campo de futebol no Jardim São Luiz em outubro: nenhum suspeito foi detido

O número de assassinatos em Franca caiu 23% entre janeiro e outubro deste ano em comparação com o mesmo período de 2009. O levantamento feito pela reportagem do GCN Comunicação mostra que nos primeiros 10 meses de 2009, foram registradas 13 mortes violentas somente em Franca, contra 10 ocorridas este ano. Em todo o Estado de São Paulo também houve queda. Pelos dados da Secretaria de Segurança Pública, a redução é 13% no número homicídios dolosos (com intenção de matar).

O delegado Márcio Murari, responsável pelo setor que investiga crimes de assassinatos da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), disse que a redução pode ser atribuída ao trabalho de investigação dos policiais civis. “Temos que analisar uma série de fatores, entre eles o trabalho de investigação que vem sendo feito pelo setor de homicídios da DIG, que tem conseguido esclarecer quase que a totalidade destes crimes. Entretanto, o crime de homicídio é muito difícil de evitar. O que nós estamos fazendo é tentar dar uma atenção e priorizar as investigações quando ocorre o assassinato, para mostrar para aquele que tenciona cometer um assassinato, que certamente se assim o fizer, ele terá a Polícia Civil em seu encalço”, disse Murari.

Das 10 mortes violentas ocorridas em 2010 na cidade, cinco foram provocadas por armas de fogo, quatro por agressões, envolvendo estrangulamento e pedradas e uma por faca. A maior parte das mortes registradas, segundo a Polícia Civil, está relacionada com uso e tráfico de drogas. A minoria teve como motivação rixas entre desafetos ou foram casos passionais.
Entre as ocorrências de pessoas mortas por disparos de arma de fogo, todos foram considerados crimes de execução, onde a vítima é atingida por mais de um tiro, como aconteceu com o sapateiro Isaias Ribeiro de Lima, 47, executado com quatro tiros em fevereiro no Jardim Paulistano; o servente de pedreiro Bruno Delfino de Assis, 21, que levou dez tiros, no Bairro Estação; Luiz Gustavo da Silva, morto com 13 tiros no Bairro Nova Franca em setembro; Antônio César da Silva Nascimento, 28, que levou sete tiros após sair do campo de futebol no Jardim São Luiz em outubro; e Alex Cândido Alves, também executado com dois tiros no peito no Jardim São Luiz.

No levantamento, o “mapa da violência” mostra a zona Leste como a região que concentrou o maior índice de assassinatos. Ela foi responsável pela metade das ocorrências de homicídios. Foram crimes ocorridos nos Bairros São Luiz, Nova Franca, Paulistano e Palma. Os demais crimes ficaram divididos entre as regiões Oeste, com dois casos, Sul, Centro e Estação, com um caso cada uma.  

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