População de rua deve dobrar com o Natal e invadir a região central


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PREOCUPAÇÃO - Imagem de arquivo mostra andarilho deitado em rua de Franca: realidade deve se tornar mais frequente com a chegada do Natal
PREOCUPAÇÃO - Imagem de arquivo mostra andarilho deitado em rua de Franca: realidade deve se tornar mais frequente com a chegada do Natal

A chegada do fim do ano é sinônimo de maior movimento na área central de Franca. É também sinônimo da migração de pedintes de outras regiões para a cidade. A Prefeitura sabe disso e vai se preparar para tentar minimizar os transtornos que sempre acontecem e aborrecem a população na hora de fazer as compras de Natal. A previsão é de que o número de moradores de rua dobre no mês de dezembro. Após o feriado, integrantes da Secretaria de Ação Social vão se reunir com o comando da Polícia Militar para ampliar as abordagens feitas pelo Projeto Busca Ativa.

A Prefeitura tem de 70 a 80 moradores em situação de rua identificados e cadastrados em seus arquivos. São pedintes, migrantes ou andarilhos. Mais da metade é de Franca e possui familiares na cidade. “Dos demais, não temos informações. Não sabemos de onde vieram e quem são os familiares”, disse o secretário Roberto Nunes Rocha.

Pelo histórico dos anos anteriores, Rocha avalia que a população de rua deva se aproximar de 200 pessoas nos dias que antecedem o Natal. “Nossa previsão é de que o número dobre por causa do movimento e do espírito solidário que se intensifica neste período. Muitos vem para pedir, pois sabem que a população dá”.

Na opinião do secretário, nem todos os pedintes necessitam e muitos utilizam a esmola como meio de vida. Tiram proveito da exploração. Forjar ferimentos, apresentar atestados falsos de doenças graves e usar crianças para pedir são as situações mais comuns. “Tem muita malandragem. De moeda em moeda, estas pessoas se aproveitam da boa fé da população e conseguem juntar um bom dinheiro”. Pedintes flagrados nesta situação são denunciados à polícia.

Quando é constatado que o pedinte precisa de atendimento, ele é encaminhado para o Abrigo Provisório e recebe acompanhamento com assistente social, psicólogo e tratamento de saúde. Para os que são de outras cidades, a Prefeitura fornece passagens rodoviárias para o retorno. “Estamos estruturados para prover o necessitado de um atendimento completo, inclusive com alimentos, roupas e local para ficar. O problema é que muitos recusam e preferem ficar nas ruas”, finalizou Roberto Nunes Rocha.

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