‘Caetano Petráglia’ pode voltar a fazer matrículas


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SALA FECHADA - Imagem do personagem Pato Donald identifica sala de aula do 2º ano do ciclo I da Escola Estadual “Caetano Petráglia”. Fim das matrículas pode deixar seis salas como esta fechadas em 2011
SALA FECHADA - Imagem do personagem Pato Donald identifica sala de aula do 2º ano do ciclo I da Escola Estadual “Caetano Petráglia”. Fim das matrículas pode deixar seis salas como esta fechadas em 2011

A decisão de não mais receber matrículas para o 2º ano do ensino fundamental da Escola Estadual “Caetano Petráglia”, anunciada por funcionários da própria unidade na última quinta-feira, pode ser revista. Pelo menos é o que prometeu ontem a Dirigente Regional de Ensino de Franca, Ivani de Lourdes Marchesi. Em entrevista por telefone - Ivani estava a caminho da cidade vindo de São Paulo - a dirigente disse que tomará ciência da manifestação dos pais de alunos e analisará as justificativas apresentadas para a manutenção das classes.

Considerada uma das mais tradicionais escolas estaduais do município e com as maiores notas em avaliações como o Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) e o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), a instituição parou de receber matrículas para o 2º ano nesta semana. A medida faz com que seis salas de aula fiquem vazias em 2011 e cerca de 180 alunos transferidos para outras unidades. O motivo alegado, segundo funcionários, foi que a escola será fechada no prazo de dois anos.

A notícia revoltou pais, professores, funcionários, vizinhos e ex-alunos. Mães interessadas em matricular seus filhos na escola e outras que lutam pela manutenção dos alunos na unidade começaram a recolher assinaturas no intuito de pressionar o Estado. Elas também anunciaram que pretendem realizar uma passeata na porta da escola na próxima semana.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação confirmou quinta-feira o não recebimento de matrículas e justificou que a iniciativa ocorre em razão da baixa demanda de alunos. A afirmação, porém, foi contestada ontem pela diretora da unidade, Maria Aparecida Alves Pereira, que disse ter demanda suficiente para encher as seis salas do 2º ano (confira texto nesta página). “Se existe a demanda, alguém precisa me falar. Havendo motivos pertinentes, a gente pode voltar atrás. Não tenho palavra de rei”, disse a dirigente regional de ensino, Ivani Marchesi.

QUEDA DA NATALIDADE

Os motivos, que segundo Ivani, levaram à decisão de parar as matrículas do 2º ano na escola “Caetano” surgiram da falta de alunos em idade escolar para o ciclo I do ensino fundamental naquela região da cidade. A escola fica no Bairro Cidade Nova. “Os alunos do Centro estão no ensino médio. Quem estuda no ‘Caetano’ não mora ali. Eles chegam de van. Todo mundo pode passar lá e ver”, disse a dirigente regional.

Ela diz que o problema existe em razão da queda da natalidade. “A escola entrou em extinção. Ninguém é insano de fechar escola. Compete aos pais que não fazem mais filhos”. Outro fator apresentado por Ivani foi a ampliação da rede municipal de ensino, que segundo ela, é responsável pela educação de 1º ao 5º ano do fundamental. “Quando o município pode, ele pega mais salas. O Estado é só para complementar. Pouco a pouco, o município vai encampando o ciclo I da Secretaria Estadual”.

Secretária Municipal de Educação, Leila Haddad confirmou a ampliação da rede e disse que o município já possui mais salas de 2º ano em relação ao Estado. “Ainda estamos fazendo os estudos, mas acredito que em 2011 realmente haverá mais salas”. Sobre a municipalização de ensino, Leila disse que ela ainda não irá acontecer.

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