Nunca li Nostradamus. Enviaram-me um trecho de profecias atribuídas a ele e que se pulveriza na internet em função deste tempo eleitoral.
Interpretações à parte, diz assim: ‘... e próximo do terceiro milênio uma besta barbuda descerá triunfante sobre um condado do hemisfério sul, espalhando desgraça e a miséria... será reconhecido por não possuir seus membros superiores totalmente completos... trará com ele uma horda que dominará e exterminará as aves bicudas e implantará a barbárie por muitas datas, sobre um povo tolo e leviano’. Bem, foi fácil imaginar que tais referências - com todo respeito - possam ser mesmo estas, nas quais você está pensando. Afinal nem Evo Morales e muito menos Cristina Kirchner, são barbudos. E Cuba está no centro, embora no mesmo hemisfério.
Nostradamus não diz nada sobre condecorações brasileiras antes da mais alta honraria - agora desonrada - como a Grã-Cruz do Rio Branco concedida apenas a dignitários e no momento atravessada no peito de Marisa Letícia, Mariza Campos, Ana Maria Amorim e, – pasme! –, Erenice Guerra. Idem à possibilidade da possível volta da CPMF, da continuação da dependência de grande parte do povo brasileiro tornado refém do governo por conta da bolsa família, e muito menos do aumento da corrupção desenfreada da administração mais suja que este ‘condado’ já teve.
Talvez Nostradamus critique em algum ponto o discurso gravado e amplamente conhecido num palanque público, deste mesmo líder sobre pai e filha do Maranhão, no qual se refere a ambos como bandidos e lhes atribui a miséria do pedaço brasileiro do qual se julgam donos, visto que suas atitudes políticas são arbitrárias e dominadoras. Bem, isso aconteceu há algum tempo, pois que atualmente o líder chama a mulher de ‘minha amiga’ e não se constrange em aparecer abraçado com o pai nas fotos de jornais. Seria indecente, se não fosse nojento. Constantemente ameaça censurar a imprensa: toda vez que é criticado, diz que está sendo ‘perseguido’.
Com certeza Nostradamus não diz nada sobre a mulher escolhida para reinar em seguida a ele. Digo reinar, no sentido de brincar com a gente: além de quase nenhuma experiência administrativa, numa hora ela fala, noutra desdiz. Já foi pró aborto, agora se diz contra. Já fez persignações e benzeções sem saber o significado dos sinais. Já mostrou que não gosta de ler, sopraram-lhe e ela citou Sandor Marai. Podia ter citado Sarney: afinal são amigos. Quando lê discursos, até que dá para entender. Quando fala de improviso, é confusa, bagunçada, embanana as ideias. Parece mais à vontade nas fotos segurando armas, assaltando bancos, ameaçando embaixadores e recebendo gordas indenizações, fora salários milionários e acumulados. Tem amigos esquisitos: José Dirceu - seu guru, Palocci, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Genoíno, João Paulo Cunha, Collor, Ari Artuzi (ex-prefeito de Dourados - MS, atualmente na cadeia, preso por corrupção: foram fotografados abraçados). Nostradamus não fala de ética e respeito, mas no triunfo da tal ‘besta do Apocalipse’. Assim, não sei se ele aprovaria o tipo de campanha de implantação do novo reinado, tal qual vem sendo realizada. Por muito menos, quando o atual governo era oposição, caía matando: hoje sabe-se até que usa a máquina governamental para fazer campanha. Estão aí os e-mails difamatórios sobre o concorrente, que saem diretamente, por exemplo, da Eletrobrás. Seria nojento, se não fosse indecente.
Não considero o outro candidato o sucessor ideal. É menos corrupto, posso apostar. E não sei qual será o resultado dessas eleições. Mas vou sair jogando na loteria - única forma de poder ganhar muito dinheiro para ter um Franklin Martins a me assessorar: convenceria qualquer um de que sou alta como Gisele, linda como Angelina, inteligente como Isabel Allende e que o Jesus – da Madona, claro –, não larga do meu pé.
ASPAS
‘Os velhos acreditam em tudo. As pessoas de meia idade suspeitam de tudo. Os jovens sabem tudo’. (Oscar Wilde, irlandês, nascido Oscar Fingel O’Flahertie Wills Wilde, em 16 de outubro de 1854. Foi escritor, poeta, dramaturgo e ensaísta. Sobre sua vida há um filme espetacular - Wilde - protagonizado por Stephen Fry. Roteiros de cinema como A Falsária e O retrato de Dorian Gray, ambos baseados em obras suas são considerados clássicos. O último está sendo regravado. Será preciso esperar um pouco mais para ver.
BRONCA
Recebi de Robertão, José Roberto Correa: ‘Concordo plenamente com suas palavras referentes à desvalorização dos professores quando são chamados de ‘tios’, mas gostaria de ter visto em sua homenagem, a citação do nome de Pedro Morilla Fuentes, o ‘Professor Pedroca’ que com sua dedicação, retidão e civismo, deixou um legado para esta cidade e principalmente para aqueles que tiveram o privilégio de trabalhar diretamente com ele’.
DESCULPAS
Não foi esquecimento, caro leitor. Na relação dos professores, publicada em 14 de outubro, homenageei colegas com quem trabalhei, professores de meus filhos e outros que foram meus mestres. Claro, entre outros faltaram nomes como Valeriano Gomes do Nascimento, Prof. Jorge, Dona Alzira, Pedro Nunes Rocha, Pedro Morilla Fuentes, Assuero Quadri Prestes, Alfredo Palermo. Não citados naquela hora, nem por isso menos lembrados. Mas obrigada pela atenção e privilégio do contato.
MILLENIUM
Ao ganhar os três grossos livros da trilogia de Stieg Larsson, fiquei em dúvida sobre o tempo de leitura. Bastou começar o primeiro volume – Homens que não amavam as mulheres - para o ato se tornar ávido, sôfrego e compulsivo. Seguiram-se A menina que brincava com fogo e o terceiro, A rainha do castelo de ar. Fechado o último volume, foi ver os filmes que já existem com os mesmos títulos.
Lúcia Helena Maniglia Brigagão
Jornalista, publicitária e membro da Academia Francana de Letras - luciahelena@comerciodafranca.com.br
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