A Escola Estadual “Caetano Petráglia”, no Bairro Cidade Nova, em Franca parou de receber matrículas para o 2º ano do ensino fundamental. O motivo, segundo funcionários da própria escola, é que a unidade será fechada em 2012. A notícia foi dada ontem a um irmão de aluno por um funcionário da secretaria da instituição. Ele informou ainda que o fechamento ocorrerá de maneira gradual. A Secretaria Estadual de Educação nega que a escola será fechada, mas confirma o não recebimento de matrículas para o próximo ano.
A decisão, que revoltou inclusive vizinhos, professores e até ex-alunos, teria sido tomada na Diretoria de Ensino na última quarta-feira, mas de acordo com os pais de estudantes, o boato existia há pelo menos 20 dias. “Estamos transtornados. Isso não pode acontecer. É inadmissível o fechamento de uma escola como esta”, disse Leisa Cristina Fava de Souza, mãe de aluno.
A escola “Caetano Petráglia” é uma das mais tradicionais da cidade. Existe desde 1947 e nos últimos anos tem se destacado em avaliações como o Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar de São Paulo). Atualmente tem 22 salas, do 2º ao 5º ano do ensino fundamental e cerca de 700 alunos entre seis e 11 anos.
Com o fechamento do 2º ano, seis salas deixarão de existir e cerca de 180 alunos terão de ser remanejados para outra escola. Ontem, a reportagem descobriu junto a funcionários, que preferiram não se identificar, que até 2012 todas as salas serão extintas e a escola transformada num museu.
Em nota, a Secretaria Estadual informou que a transferência dos alunos do 2º ano do ciclo I ocorrerá por conta da baixa demanda e que todos serão atendidos pela Escola Estadual “José dos Reis Miranda Filho”. A secretaria ainda ressaltou que nenhum aluno ficará sem vaga e que a escola continuará com as demais turmas. “É uma mentira falar que não existe crianças. Fui fazer a inscrição e vi que tinha 130 mães na fila de espera”, disse Iraci Procópio Bortolato Pereira, que tentou matricular a filha.
A reportagem do GCN Comunicação procurou ontem a dirigente regional de ensino, Ivani Marchesi, e foi informada que ela estava em São Paulo e ninguém na Diretoria de Ensino poderia falar sobre o assunto. Na direção da escola, a diretora em exercício também não foi encontrada.
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