População de Jeriquara e Capetinga está encolhendo


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JERIQUARA - Imagem de arquivo do prefeito Alexandre Alves Borges. Ele acredita que um número menor de habitantes pode facilitar o atendimento público
JERIQUARA - Imagem de arquivo do prefeito Alexandre Alves Borges. Ele acredita que um número menor de habitantes pode facilitar o atendimento público

As cidades de Jeriquara e Capetinga (MG) estão “encolhendo”. As duas, de acordo com informações preliminares do Censo 2010, foram as únicas da região de Franca que registraram queda no número de habitantes em relação ao recenseamento do ano 2000. O município paulista conta hoje com 3.158 moradores, sendo que há 10 anos possuía 3.280. Já a população de Capetinga variou de 7.424 pessoas para 7.056 no período.

Os declínios populacionais de 3,7% em Jeriquara e 4,9% em Capetinga podem ser explicados, segundo Sérgio Sofiati, chefe da sub-área do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) de Cássia, por dois fatores. “A taxa de natalidade caiu muito nesta década. Além disso, muitas pessoas costumam mudar das cidades menores para as maiores por causa de trabalho. A tendência nestes municípios é mesmo a diminuição”.

Com vocação para o café, Jeriquara sofreu com o avanço da cana de açúcar nos últimos anos. A mudança de cultura, na opinião do prefeito Alexandre Alves Borges, ocasionou a emigração de muitas pessoas que foram buscar oportunidades de trabalho em outros locais. “A nossa população é constituída por pessoas simples. A cafeicultura empregava grande parte de Jeriquara. O cultivo da cana emprega menos. A situação piorou ainda mais com a crescente mecanização do campo. Sem emprego, as pessoas se mudaram”. Mas, ainda segundo Alexandre, o menor número de habitantes na cidade não deve ser entendido como algo negativo. “Como a verba federal destinada aos municípios é maior apenas para aqueles que possuem mais de 10 mil habitantes, nós não nos preocupamos muito com isso. O atendimento às necessidades básicas da população como saúde e educação, por exemplo, pode até ser facilitado pelo menor número de pessoas”.

Para a Prefeitura de Capetinga, a razão do declínio populacional do município tem a ver com a instalação de fazendas de eucalipto na cidade. “Os fazendeiros arrendam áreas rurais em Capetinga e trazem mão de obra de fora, principalmente de São Sebastião do Paraíso. As pessoas trabalham aqui, mas não fixam moradia. Elas continuam dormindo em suas cidades. Assim, os habitantes de Capetinga são obrigados a procurar trabalho em Franca e nossa população diminui”, disse o assessor de comunicação da prefeitura, Enio Campos.

Assim como Jeriquara, a Prefeitura de Capetinga não se assusta com a queda populacional.

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