Francana lança poesias de Machado de Assis na Feac


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O livro A Poesia Completa reúne 214 poemas de Machado de Assis
O livro A Poesia Completa reúne 214 poemas de Machado de Assis

Os francanos têm hoje, no Dia Nacional do Livro, a oportunidade de conhecer o lado poeta do escritor brasileiro Machado de Assis (1839 a 1908). A pesquisadora Rutzkaya Queiroz dos Reis, mestre em Teoria e História Literária pela Unicamp, lança às 20h30, na Feac (Fundação para o Esporte, Arte e Cultura), o livro A Poesia Completa (Ed: Nankin/Edusp, R$ 100), que reúne 214 poemas do escritor em 752 páginas. A entrada é gratuita.

A francana começou o trabalho de pesquisa em 1997. “Quando minha mãe financiou a compra da obra completa de Machado de Assis, da Editora Globo, descobri que ele também havia escrito poemas, o que me motivou a escrever uma proposta de pesquisa, aceita e aprovada com financiamento de uma bolsa da Fapesp (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo)”, conta Rutzkaya. “A ideia inicial era ler, analisar e interpretar os textos de Crisálidas (1864), primeiro livro de poemas do escritor, mas eu e minha orientadora, Profa. Dra. Orna Messer Levin, percebemos que os textos dos poemas que compõem este livro variavam muito de uma edição para outra, o que tornava impossível, portanto, a leitura com propósitos de análise e interpretação”, explica.

De acordo com Rutzkaya, Machado de Assis iniciou sua carreira de escritor publicando, em 1854, o poema A Ilma. Sra. D. P. J. A., no Periódico dos Pobres. “Ele continuou a escrever poemas, mesmo quando já era conhecido por seus contos, crônicas e romances, além das peças de teatro que escreveu, no início”, ressalta a pesquisadora.

Ela também teve de corrigir muitos erros de edições anteriores, por meio de comparação entre as primeiras edições de livros do escritor com 23 edições póstumas (de variadas editoras), e anotações de todas as diferenças encontradas. Para os poemas publicados apenas nos jornais e nunca em livros, Rutzkaya consultou todos os jornais e revistas em que eles foram publicados e que hoje estão disponíveis para pesquisa no acervo de microfilmes da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e no acervo Edgard Leuenroth, na Unicamp.

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