Uma casa desocupada na Rua Expedicionário Castro Garcia, na Vila Monteiro, tem sido alvo de preocupação e dor de cabeça para a vizinhança. Com as portas arrombadas, o imóvel tem servindo como abrigo para andarilhos e usuários de drogas e como ponto de prostituição.
Para tentar resolver o problema, os moradores procuraram o dono do imóvel, pediram ajuda da polícia e entregaram um abaixo-assinado à Prefeitura. Mas, até agora, nada foi resolvido.
Os vizinhos não souberam informar quantas pessoas frequentam a casa, mas disseram que o fluxo de pessoas no local é grande. A maioria teme que os frequentadores vigiem suas rotinas e roubem seus veículos ou pertences. A dona de casa Elenice Granado vive com medo e tem evitado até ficar sozinha em sua residência. “Isso aqui está um transtorno. A gente chama a polícia. Ela vem e expulsa eles, mas à noite todos voltam. Estamos correndo risco. Moro há mais de trinta anos aqui nesta rua e ninguém faz nada. É uma bandidagem”, disse.
Outra moradora que não quis se identificar relatou que, em plena luz do dia, já se deparou com vários absurdos. Entre eles, um homem embriagado na calçada, mostrando seu órgão genital. “Foi horrível. Temos famílias com crianças aqui. Não há respeito. À noite, eles fazem festinhas. A gente ouve os gritos como se fosse dentro do nosso próprio quarto”, disse.
Outro morador que também pediu para não ser identificado relatou que, além de andarilhos, grupos de adolescentes estariam visitando o local para consumo de drogas. “Na hora do intervalo ou na saída de aula, eles ficam fumando aqui e o cheiro da droga chega na minha casa”, disse.
Para ele, a solução seria a construção de um portão ou um muro para bloquear o local. “Se o proprietário não fecha a casa, a Prefeitura que deveria fechar”.
Na manhã de ontem, durante a reportagem do Comércio, três homens dormiam em um dos quartos da casa. Sem móveis, nenhuma higiene e muito lixo, os três estavam deitados em papelões sujos. Um deles conversou disse que o trio dorme ali há apenas um mês. “A gente não perturba ninguém. Somos colegas e não há mulheres aqui fazendo programa. A única coisa que a gente faz é usar droga de vez em quando”, disse. O homem disse que está desempregado há mais de um ano e que não consegue mudar de vida. “Ninguém dá oportunidade para nós não. A gente é abandonado nesse mundo, já desistimos”, disse.
O Setor de Fiscalização disse que já notificou Araci Montovani, a proprietária do local para que ela tome providências. Procurada pela reportagem, ela alega que não está conseguindo vender o imóvel, mas que, nos próximos dias, será construído um muro para bloquear a entrada de invasores no local.
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