O promotor da Vara da Infância e da Juventude, Augusto Soares Arruda Neto, entende que o álcool é a porta de entrada para o envolvimento de menores com outras drogas. Ele defendeu a criação de uma lei rigorosa para punir comerciantes infratores, mas lembrou que os pais também precisam fazer sua parte.
Comércio - O que representa o projeto de lei elaborado pela Prefeitura?
Augusto Soares - O projeto chega em muito boa hora. É mais uma forma de fecharmos o cerco contra os comerciantes infratores. Atendemos a vários casos na promotoria de jovens que consumiram álcool em excesso. Isto é muito prejudicial para a formação deles. Temos conseguido evoluções importantes, como o projeto de Coalizão Comunitária que desenvolvemos com os moradores do Jardim Paulistano. Também autuamos donos de boates que permitiram a entrada de menores. No âmbito criminal, há casos de condenação de comerciante que vendeu para menor. O projeto com punições mais severas em muito nos ajudará nesta cruzada contra o álcool.
Comércio - Além de leis rigorosas, o senhor também defende um postura mais responsável dos pais...
Augusto Soares - Exatamente. É fundamental que os pais tenham a consciência de que o álcool tem consequências danosas. Da bebida, a pessoa evolui para o crack e para a maconha. O álcool traz dependência e prejudica o desenvolvimento da criança, do adolescente. É preciso parar com esta história de deixar a criança colocar o dedo na latinha de cerveja.
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