O que é, o que é? Não é jogador de basquete, mas participa do jogo de dentro da quadra, precisa estar em perfeita forma física e é tão indispensável ao esporte quanto o próprio jogador? O árbitro é a resposta correta. Em Franca, na cidade em que a modalidade esportiva é quase tão popular quanto o futebol, a profissão está sempre em alta e o que não faltam são pessoas interessadas em se formarem para exercer a profissão, que pode chegar a pagar até R$ 400 por jogo apitado.
Mas para ser um árbitro deste esporte não basta apenas gostar e entender - ou achar que entende - suas regras. É preciso se profissionalizar. Para dar as dicas de como chegar lá, o Se Liga entrevistou Carlos Renato dos Santos, árbitro que apitou a final olímpica de 2004 e a final do mundial de basquete por duas vezes.
De acordo com ele, qualquer pessoa pode se tornar árbitro, desde que tenha entre 17 a 35 anos de idade e faça um curso específico na Liga Regional ou na Federação Paulista de Basquete. “Quem faz o primeiro pode apitar os jogos que a Liga organizar, já quem faz o da Federação estadual pode apitar, além dos organizados por ela, os campeonatos que fazem parceria com a Federação, como por exemplo os Jogos Regionais e Abertos”, contou.
A especialização na entidade estadual custa cerca de R$ 350, tem duração de três meses e acontece todos os anos na capital paulista e em algumas cidades que solicitam o curso, como aconteceu em Franca, no ano passado. O educador físico Eduardo Moisés Pinto, que trabalha há mais de 10 anos como árbitro, apita jogos do pré-mirim até o juvenil em Franca - ele é o que se chamam de árbitro de segunda. “Eu adoro o esporte. Era jogador nas categorias de base e ser árbitro foi uma maneira de unir minha paixão pelo esporte à minha profissão. Não me arrependo”, comenta.
Além do curso que ele fez na Federação Paulista, todos os anos participa de uma reciclagem para saber das novidades nas regras do esporte e não descuida da parte física, já que o árbitro precisa correr a quadra tanto quanto os jogadores. Eduardo pratica pelo menos uma hora de atividade física por dia para se preparar para os jogos.
No basquete, o árbitro não é tão “perseguido” quanto no futebol. Prova disso é que poucos são os profissionais que precisam pedir ajuda da polícia ou de seguranças para deixar a quadra. Eduardo, por exemplo, nunca teve problemas deste tipo em nenhum jogo.
Para auxiliá-lo nas decisões, o árbitro de basquete tem a ajuda de dois assistentes - os fiscais. Mas é o principal quem decide uma penalidade ou pontuação.
Tipos de árbitro
Estagiário: apita jogos do pré-mirim.
Árbitro de segunda: apita jogos de times adulto da segunda divisão.
Árbitro da primeira divisão: apita todos os jogos da primeira divisão e já pode fazer o teste para ser nacional.
Internacional: pode apitar jogos da Fiba (Federação Internacional de Basquete), competições nacionais e regionais.
Tipos de falta
Técnica: quando o jogador ou o técnico reclama muito e sem motivo. É uma falta verbal.
Antidesportiva: é uma falta mais agressiva, envolvendo a parte física.
Desclassificante: é a falta mais grave, com brigas, reclamações em excesso.
Árbitro passo a passo
1 - Ser árbitro da Federação Paulista.
2 - Ser convidado a fazer teste para ser árbitro nacional.
3 - Se o trabalho for bom, o árbitro é convidado para apitar jogos internacionais.
Para informar à mesa pontos ou faltas cometidas, são usados sinais (feitos com as mãos). Nas fotos, o árbitro Eduardo Moisés Pinto apresenta alguns deles. Veja o que significam:
1 - Parar o relógio por falta (apitando simultaneamente): um punho fechado, palma da outra mão para baixo apontando a cintura do infrator
2- Cesta de três pontos: três dedos estendidos em cada mão
3- Substituição (apitando simultaneamente): antebraços cruzados
4- Parar relógio por violação ou não acionar relógio: mão aberta
SERVIÇOS
Quanto ganha: entre R$ 50 e R$ 400 por partida
Informações: Federação Paulista de Basquete, (11) 2112-1900
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