Franca tenta blindagem para impedir a superbactéria KPC


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SEM CONTÁGIO - O secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, higieniza as mãos utilizando álcool gel: orientação de usar o produto é dada a todos profissionais de saúde para evitar transmissão de bactérias
SEM CONTÁGIO - O secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, higieniza as mãos utilizando álcool gel: orientação de usar o produto é dada a todos profissionais de saúde para evitar transmissão de bactérias

Para tentar impedir a entrada da superbactéria KPC em Franca, a Prefeitura, através da Vigilância Epidemiológica Municipal, em parceria com os hospitais da cidade, adotou medidas especiais. A KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase) é da mesma “família” da bactéria que, no fim de 2009, causou um surto na Santa Casa de Franca que resultou na morte de 19 recém-nascidos. Hoje o problema está controlado. A diferença é que a superbactéria, que surgiu no Distrito Federal, é mais agressiva porque sofreu mutação e se tornou super-resistente aos antibióticos que a combatiam. Ela costuma atacar principalmente pessoas debilitadas, internadas nas UTIs dos hospitais, e provocar infecção generalizada.

Em São Paulo e no Distrito Federal, houve registro de mortes. Em São Paulo, foram 70 casos de contaminação e 24 mortes e, no DF, 183 infecções e 18 óbitos. Outros Estados, como Minas Gerais e Goiás, registram casos da superbactéria. As ocorrências acenderam o sinal de alerta em Franca. Nos últimos dias, a Secretaria Municipal de Saúde adotou duas medidas específicas para reduzir o risco de transmissão da KPC.

Desde a semana passada, as informações de infecções fornecidas pelos hospitais à Vigilância Epidemiológica Municipal são confrontadas com os resultados laboratoriais. “Vamos confrontar as informações dos hospitais com as dos laboratórios, especialmente da Santa Casa onde já houve problema com a klebsiella, para entendermos se estão sendo notificadas corretamente”.
Outra medida foi adotar um sistema de vigilância do intercâmbio de pacientes entre os hospitais. É feito um monitoramento em instituições do Brasil todo para verificar a transferência de usuários de onde há ocorrência da superbactéria para Franca ou atendimento a moradores de Franca nesses locais que retornam para a cidade. “A gente espera que não ocorra em Franca. O trabalho é para manter esses agentes bacterianos restritos aos hospitais em que estão”, disse Alexandre.

HIGIENE
A KPC é transmitida pelo contato com o paciente doente, portanto cuidados com higiene evitam o contágio. As comissões de controle de infecção hospitalar do Hospital Unimed São Joaquim, Hospital Regional, Santa Casa, UBSs (Unidades Básicas de Saúde), prontos-socorros e ambulatórios reforçam com as equipes a necessidade de seguirem as medidas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para evitar a transmissão. A cada procedimento, os profissionais da saúde devem lavar as mãos, usar álcool gel, trocar luvas, máscara e touca.
No fim do ano passado, a klebsiela provocou a morte de 19 bebês na Santa Casa. Com a superlotação da UTI Neonatal no período, houve deficiência nos procedimentos de segurança que os profissionais deveriam ter adotado para evitar infecções. Segundo o secretário Alexandre Ferreira, em setembro de 2010, a bactéria foi encontrada em quatro pacientes da Santa Casa. “Os exames apontaram que a klebsiela estava colonizada, mas os pacientes não estavam doentes. Continuamos monitorando”. 

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