A soma dos impostos pagos pelos francanos aos governos municipal, estadual e federal atingiu ontem, no horário do almoço, a marca de R$ 571,5 milhões. O montante foi registrado ao mesmo tempo em que a arrecadação tributária no Brasil alcançou R$ 1 trilhão. Os resultados foram divulgados pelo Impostômetro - Sistema Eletrônico Permanente de Acompanhamento das Receitas Tributárias - mantido pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e que registra a carga tributária no país em tempo real.
O total de tributos arrecadados pelos contribuintes da cidade, desde o começo do ano, é maior que o orçamento municipal de 2010 (R$ 442 milhões), já que somente parte do dinheiro pago em impostos fica no município. O restante é repassado para o Estado e a União. “Esperamos, até o fim do ano, ter uma receita de R$ 405 milhões. Deste montante, R$ 285 milhões são de impostos municipais e somente R$ 120 milhões vieram de transferência. De tudo o que é pago em impostos, apenas uma parcela fica com o município”, disse o secretário de Finanças, Sebastião Ananias, que acredita que a arrecadação de Franca seja muito maior que a registrada pelo Impostômetro.
Em 2009, também no dia 27 de outubro, os francanos haviam pago R$ 495 milhões em impostos. Para o economista Antônio Vicente Golfeto, o aumento da arrecadação tributária se deve principalmente ao crescimento da economia brasileira. “Quanto maior for o PIB (Produto Interno Bruto), maior será a receita”.
OUTRAS MEDIDAS
Por dia, segundo o painel que mede a carga tributária,, os francanos pagam em média R$ 1,7 milhão em tributos, o que corresponde a R$ 75 mil por hora e cerca de R$ 1,2 mil por minuto. “O maior número de empregos formais também ajuda no crescimento da arrecadação. Se a economia vai bem, as empresas produzem mais, lucram mais e geram mais empregos. É um ciclo”, disse o presidente da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) João Carlos Cheade.
Entre os impostos que mais influenciaram na contagem estão o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), o Imposto de Renda e o IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) que, segundo o economista Vicente Golfeto, é o que mais cresce proporcionalmente na cidade.
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