Vereadores criam comissão para impedir reforma da rodoviária


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Os vereadores da Câmara Municipal de Franca aprovaram durante sessão na tarde de ontem a criação de uma comissão especial para estudos objetivando a construção de um novo prédio para abrigar o terminal rodoviário da cidade. A tentativa da maioria é barrar a reforma do atual prédio, iniciada segunda-feira.

“O terminal não comporta as necessidades dos usuários e sua localização é inconveniente”, disse o autor do projeto vereador pastor Otávio Pinheiro (PTB). Para o vereador Paulo Afonso (PT), a reforma é desperdício de dinheiro público. O vereador Miguel Laércio Matias, o Laercinho (PP), um dos poucos a fazer uso da palavra para defender a reforma, alegou que o atual prédio atende as necessidades da cidade e que os colegas deveriam se preocupar em trabalhar por investimentos no aeroporto. Vanderlei Tristão, o Tico (PTB), não acredita que o prefeito pare as reformas e que a comissão “é chover no molhado”.

Além do pastor Otávio Pinheiro, fazem parte da comissão os vereadores Paulo Afonso, Oscar Mercury (PP), Marcelo Valim (PSDB) e Paulo Zamikhowsky (PSB). Eles terão 90 dias para elaborar um relatório a ser encaminhado ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB), propondo a construção do novo Terminal Rodoviário. Marcelo Facury, assessor de imprensa da prefeitura, disse que todo mundo tem o direito de estudar, discutir. Mas, segundo ele, neste momento a prioridade no transporte intermunicipal é o que está em andamento - a reforma já iniciada e na qual serão gastos R$ 1,6 milhão.

Os vereadores aprovaram ainda o projeto que autoriza a transferência de bens de uso da Câmara para a Prefeitura. São centenas de itens que faziam parte do mobiliário da antiga sede do Poder Legislativo. O presidente da Câmara, Dr. Joaquim Pereira Ribeiro (PSB), incluiu dezenas de impressoras. Mas uma emenda assinada por 11 dos 15 vereadores foi aprovada e os equipamentos não poderão ser doados. Desde a inauguração da nova sede, as impressões passaram a ser feitas em uma única impressora, o que levou à redução dos custos com cada cópia de R$ 0,15 para pouco mais de R$ 0,03. Parte dos vereadores se sente incomodada com o fato e luta para que cada gabinete tenha sua própria impressora.

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