Diante de impropérios que a nação vem ouvindo nos últimos oito anos com absoluta lenidade, conclui-se que o estado brasileiro foi invadido pelo hipnotismo de um tirano, capaz de absurdo horror contra todos, desde que lhe seja garantido o poder absoluto.
A partir das alianças amigas e solidárias de Lula com Chaves, Fidel, Mahmoud Ahmadinejad, é oportuno detectar semelhança entre ele e suas atitudes, com grandes ditadores da história: no passado da França, Luís 14, “Rei Sol” (“o Estado sou eu”); da Alemanha, Hitler; o Rei Deus da Pérsia, Xerxes 1º, ou ainda a vontade inflexível de Joseph-Désiré Mobutu em trilhar o caminho de suas conquistas, mesmo deixando atrás de si, rastros de infortúnio e fogo.
Se em Luís 14 foi evidente o absolutismo, vivemos com da Silva o mesmo gosto. Hitler todos conhecem seu registro macabro na história. Seu despotismo mostra herança congênita incluindo a vontade para dominar o mundo. Xerxes 1º usurpou o cargo do irmão primogênito, derrotou o exército de Leônidas no desfiladeiro de Termópilas, saqueou a África e arrasou os santuários da acrópole ao dominar Atenas.
As afinidades entre Lula e o ditador Mobutu, Rei do Congo/Zaire, o “Grande Leopardo”, pode se apontar na origem humilde de ambos, na arrogância e volúpia pelo acúmulo de fortunas, de poder, no apego ao despotismo e na truculência. É também evidente a alta capacidade no iludir o povo, dando a mentiras, cunho de verdade. Se Mobutu convenceu com eficiência para obter ajuda de várias lideranças de países do ocidente, Lula caça direito, inibe Judiciário e Legislativo, pratica ditadura com máscara de democracia afirmando: “o Estado sou eu” como disse Luís 14, expressão repetida pelo congolês. Adotaram na vida publica a linha da cleptocracia.
As diferenças entre os dois? Lula nunca estudou, viveu custeado por organizações sindicais, não aprecia leitura, ameaça sistematicamente amordaçar a imprensa através do cerceamento da liberdade constitucional. Mobutu, o presidente, aprendeu a falar francês e currículos iniciais aos 8 anos. Logo a seguir, tornou-se frequente na leitura. Devorava publicações literárias, revelando, em principio, interesse por Charles de Gaulle, Winston Churchill e Maquiavel.
Ainda no exército, começou a trabalhar no jornalismo dedicando-se principalmente à área política. Em 1956 deixou as forças armadas para ficar no jornalismo em tempo integral.
No próximo domingo o eleitorado brasileiro decidirá nosso destino. Sua cultura política e ponderação vão definir acerto ou desvio do caminho que leva à redenção nacional através do equilíbrio com justiça para emancipação da Pátria. Rejeitemos a ditadura ameaçando as liberdades para sustentar o silêncio da caserna.
Garcia Netto
Jornalista
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