Rifaina responsabiliza cidade vizinha por casos de dengue


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ABANDONO - O Wet World foi desativado, mas ainda é motivo de polêmica. Na foto, água parada em piscinas e sujeira no clube
ABANDONO - O Wet World foi desativado, mas ainda é motivo de polêmica. Na foto, água parada em piscinas e sujeira no clube

As prefeituras de Rifaina e Sacramento (MG) vivem um impasse com relação à existência de larvas do mosquito Aedes Aegypti no clube privado Wet World. Abandonado há cerca de cinco anos, o clube fica no município mineiro, mas apenas a um quilômetro de Rifaina. A Secretaria de Saúde da prefeitura paulista alega que o local se tornou criadouro de larvas do mosquito da dengue e que o alto número de casos da doença registrados na cidade em 2010 - 63 em uma população de 4 mil habitantes - se deve ao descaso da Prefeitura de Sacramento e dos proprietários do clube com a limpeza do local.

“Ficamos dois anos sem sequer um caso de dengue em Rifaina, mas este ano 63 foram registrados. A transmissão só pode ter origem no clube”, disse o secretário de Saúde, Antônio Carlos Marcelino.

A Prefeitura de Sacramento apresenta um laudo do laboratório municipal que contesta essa afirmação. “O nosso laboratório é supervisionado pela Funasa (Fundação Nacional da Saúde) e apenas detectou que as larvas encontradas no clube são do mosquito Culex, ou seja, são apenas pernilongos. A cada dois meses realizamos visitas ao local e jogamos substâncias na água que impedem a proliferação de larvas do Aedes”, disse o secretário de Saúde de Sacramento, Edward Meirelles de Oliveira.

O secretário de Rifaina exige uma ação do município mineiro que, por outro lado, afirma não poder fazer nada, visto que o clube é particular. “Na semana que vem vamos entrar com uma ação judicial para exigir que os donos do Wet World limpem o clube e realizem o monitoramento do local. Não podemos invadir um ambiente particular”, disse Edward Meirelles.

A Secretaria de Saúde de Rifaina afirmou que na próxima semana deve enviar amostras de larvas do Wet World para serem analisadas no Instituto Adolfo Lutz, na cidade de Ribeirão Preto.

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