Uma programação cultural diferente vai agitar Franca neste fim de semana. A cidade sedia a final de duas categorias (banda de percussão e bandas marciais) do 18º Campeonato Nacional de Bandas e Fanfarras, promovido pela CNBF (Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras). As apresentações acontecem hoje, das 15 às 21 horas, e amanhã, a partir das 9 horas, no Parque “Fernando Costa”, com entrada gratuita. O repertório das 50 corporações finalistas promete ser eclético, com canções de Beatles até de MPB. O destaque serão as comissões de frente com as encantadoras balizas.
“O público vai escutar de tudo, mas a atração das bandas, sem dúvida, são as coreografias das comissões de frente. É muito bonito de ser”, afirma o maestro francano Ronaldo Faleiros, presidente da CNBF.
Para ele, as bandas têm uma importância social. “Essas corporações são de escolas da rede pública municipal, estadual e até particulares. As atividades tiram as crianças das ruas, propiciam convivência de grupo e revelam novos talentos”, ressalta Faleiros, lamentando que muitas escolas de Franca ainda têm instrumentos trancados no porão. A cidade já foi palco de grandes bandas marciais no passado.
O evento tem o apoio da Feac (Fundação para o Esporte, Arte e Cultura) e o diretor de Cultura, Sérgio Menezes, acredita que o campeonato pode incentivar e fomentar o surgimento de novas corporações na cidade. “Vamos até homenagear o grande e saudoso maestro Milton Fontelas. Amanhã, por volta das 16 horas, a banda marcial Fanomas (parceria da escola Otávio Martins com a prefeitura de Cristais Paulista), regida pelo maestro Cristian Clayton, fará uma apresentação especial”, revela Menezes.
Para receber o público, foi montada uma arquibancada com capacidade para 1.500 pessoas e a organização espera que mais de três mil pessoas prestigiem o campeonato, que será aberto hoje, às 15 horas, com a presença do prefeito Sidnei Rocha, da professora Marisa de Oliveira Araújo, do Conselho Federal de Educação, entre outros convidados.
O CAMPEONATO
Segundo o maestro Ronaldo Faleiros, presidente da CNBF, o campeonato reúne cinco categorias. Franca sedia a final de duas: bandas de percussão e bandas marciais, que são típicas dos Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.
Participam da etapa final, a banda campeã e a vice de cada categoria na fase estadual, sendo que são quatro faixas etárias em cada uma: infantil, infanto-juvenil, juvenil e sênior.
Em Franca, disputam o campeonato 50 corporações musicais, finalistas de sete Estados. São mais de quatro mil instrumentistas que estão acomodados em 10 escolas públicas.
Faleiros destaca que o campeonato é reconhecido pelo Ministério da Cultura desde 2000. “O título de campeão tem um peso muito grande, além de ser uma vitrine para as bandas”, afirma o maestro.
O julgamento também é criterioso e reúne 16 jurados. Os quesitos exigidos são divididos em três blocos: técnicas instrumental, percussão e análise (afinação, arranjo, repertório, entre outros). Faleiros explica que cada bloco tem dois jurados e seis deles avaliam a parte musical. “Há julgamento específico e premiação para as balizas, com regras baseadas na ginástica rítmica”, conta Faleiros. Cada banda marcial tem 25 minutos de apresentação enquanto as de percussão tem 20 minutos.
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