Então já é Natal....


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A quase dois meses da data, o Brasil já vive o clima de Natal. Lojas e supermercados ensaiam a decoração encomendada há meses para o período e os produtos natalinos - como panetones e castanhas - começam a aparecer nas gôndolas, antecipando as campanhas alusivas em mais de um mês. Em períodos anteriores, decorações e vendas natalinas começavam apenas em meados de novembro. Neste ano, por conta dos prognósticos positivos, o comércio e a indústria se preparam para um fim de ano bem mais substancial. Contratação de empregados temporários, horas extras, trabalho aos sábados e até aos domingos são estratégias de algumas indústrias, que esperam ter o melhor Natal dos últimos 20 anos. A ampliação do mercado consumidor, o crédito farto e os prazos mais longos de pagamento deixam os empresários otimistas. O setor de eletroeletrônicos, por exemplo, trabalha com perspectiva de uma alta de 25% nas vendas. As empresas que atuam no setor de decoração de shoppings já faturam alto. E a comercialização do tradicional panetone deve chegar a 150 milhões de unidades - um crescimento de 20% em relação ao Natal do ano passado.

Outros índices também preconizam que as vendas poderão até superar as expectativas iniciais: a taxa de desemprego das seis principais regiões metropolitanas caiu ao menor nível em oito anos e ficou em 6,2% em setembro, anunciou ontem o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). De agosto para setembro, foram abertas 147 mil vagas - alta de 0,7%. Já o contingente de desocupados caiu 120 mil - ou 7,5%. Com isso, o total de pessoas desempregadas atingiu 1,480 milhão nas seis regiões pesquisadas, também no menor nível da série histórica da pesquisa, iniciada em 2002. E a expansão do emprego deve continuar nestes três últimos meses do ano, principalmente em razão da demanda que cresce por conta da contratação de empregados para reforçar a produção nas indústrias e as equipes de venda no comércio.

Além disso, o pagamento do 13º terceiro salário aos trabalhadores brasileiros deve injetar até dezembro cerca de R$ 102 bilhões na economia, valor 20% maior que o estimado para o ano passado (R$ 85 bilhões),segundo previsão do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Todos estes números apontam para uma demanda em alta que vai permitir ao brasileiro gastar mais no final do ano. Deve-se destacar ainda que, em que pese o preço em alta das carnes vermelhas, a valorização do real frente o dólar causou a queda no preço de importados, como vinhos, castanhas e outros produtos relacionados ao Natal, os quais já estão bem mais em conta nos estabelecimentos do gênero. Tudo isso junto sinaliza um final de ano mais farto, para a alegria dos empresários e dos consumidores.

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