De acordo com a Comdeico, mais de três mil pessoas têm seus empregos ligados direta ou indiretamente às lojas da Avenida Dr. Abrahão Brickmann e serão afetadas caso realmente ocorra a demolição das lojas. Segundo levantamento da comissão, o conjunto habitacional conta com 466 garagens, sendo que 181 são utilizadas para o comércio e, em média, duas pessoas trabalham em cada estabelecimento.
Na reunião de quarta-feira, uma minuta com o cronograma de ações foi elaborada e está em fase de análise pela CDHU. Assim que toda a documentação for disponibilizada à promotoria, o pedido de revitalização do conjunto habitacional deve ser encaminhado à Justiça.
“O cronograma prevê a possibilidade da construção do centro comercial já para o ano de 2011. Mas ainda precisa ser feito um processo de licitação e o projeto tem que ser aprovado antes pela Prefeitura e pelo Corpo de Bombeiros”, disse Carlos Henrique Gasparotto, promotor de Justiça da Habitação e Urbanismo.
Para a Comdeico, a luta segue. A comissão pretende recorrer da homologação judicial do pedido de reurbanização e seguir até as últimas instâncias. “Vamos lutar pelos nossos direitos. Temos um advogado à nossa disposição e não podemos deixar tanta gente desamparada”, afirmou o representante dos comerciantes na comissão, Elizeu Gonçalves de Carvalho.
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