Cartões de Natal: vamos criar, enviar e concorrer?


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O Jornal Comércio da Franca volta neste ano com sua promoção Cartões de Natal. Para concorrer, o leitor do Clubinho deve fazer o seu próprio cartão e depois enviar à sede do GCN- Avenida Eliza Verzola Gosuen, 3103, Jardim Ângela Rosa, Caixa Postal 243, CEP 14403-605. Uma comissão composta por professores e jornalistas vai escolher os três mais sugestivos. Seus autores serão premiados com uma bolsa de Curso de Inglês, um computador e uma bicicleta. Além dos prêmios, as crianças vencedoras terão seus cartões impressos em papel especial e eles serão enviados aos assinantes do Comércio com votos de Feliz Natal e próspero Ano Novo.

É fácil participar. Escolha um tema natalino, desenhe em folha de cartolina, como um cartão normal de 20 cm por 10 cm. Use a imaginação para colorir, usando lápis, cera, aquarela, tinta etc. Você pode enfeitar com tecidos, pedrinhas, fitas, contas, enfim, com os elementos que tiver em mãos. Feito isso, crie uma frase bonita e sincera para desejar um Feliz Natal e um Ano Novo próspero a todos. Faça o melhor que puder. Coloque num envelope e o envie à redação do jornal, no endereço acima.

Os cartões de Natal estão desaparecendo, por causa dos meios eletrônicos. As pessoas preferem escolher uma imagem virtual, anexar uma mensagem e enviar por e-mail. Mas existe um encanto diferente em produzir o próprio cartão, colocando nele traços de nossa personalidade. Todos gostam de receber um bonito cartão de papel com uma mensagem genuína da parte de quem o envia.

Os motivos natalinos são muitos, mas prevalece o da Sagrada Família. Chamamos assim ao conjunto de Jesus, Maria e José na noite em que o menino nasceu numa manjedoura. Em geral esta imagem retoma o presépio. Podem aparecer animais como carneiros e ovelhas no estábulo. Também podemos ver os três Reis Magos sobre camelos: Baltazar, Belchior e Gaspar. Eles foram os primeiros humanos que chegaram para visitar o Menino.

Mas outros motivos podem ser desenhados: pinheiros com bolas coloridas e guirlandas, Papai Noel, trenós, ramos de azevinho (aqueles galhos verdes com frutinhas vermelhas), pacotes enfeitados, laços e muitos outros elementos. Caberá a você reproduzir algum motivo já conhecido ou criar outros, com a sua imaginação, dando um toque pessoal.

Agora que já falamos desta promoção do jornal para leitores do Clubinho, vamos lembrar como surgiram os primeiros cartões de Natal. Foi em Londres, no ano 1843. Conta-se que Sir Henry Cole, diretor do Museu Britânico, estava muito atarefado com suas ocupações. De tal forma que viu não ser possível escrever cartões do próprio punho, conforme até então era de seu costume. Pediu a um desenhista, John Callicot Horsley, que fizesse para ele alguns cartões e depois assinaria.

Para se inspirar, Horsley pensou nos livros de um escritor inglês muito em voga, Charles Dickens, e imaginou um cartão pequeno dividido em três partes. No centro desenhou uma cena onde aparecia uma família saboreando a ceia numa sala confortável. Ao lado apareciam crianças de rua recebendo comida e roupas. Toda a composição está marcada por muito frio, pois nesta época do ano o inverno é rigoroso na Inglaterra. Na parte de baixo o artista escreveu assim: “Bom Natal e Feliz Ano Novo para você”.

Henry Cole gostou dos cartões e os enviou aos amigos. O sucesso foi enorme. No Natal seguinte apareceram outros artistas produzindo cartões para venda. Um deles se tornou famoso: era William Egly.

Desde a sua origem, os cartões chamam a atenção para a solidariedade humana. Assim como havia crianças fora da sala acolhedora onde as pessoas faziam sua ceia de Natal, ainda hoje temos milhares de pequenos pedintes nas nossas ruas. Precisamos olhar por eles. E não só nos dias de festa do Natal.

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