Crime contra a saúde


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A Polícia Federal prendeu cinco pessoas em flagrante durante uma operação de combate à venda de medicamentos pela internet, realizada ontem. A Operação Panaceia foi realizada em conjunto com outros 45 países, com coordenação da Interpol. No Brasil, as prisões foram realizadas nos Estados do Maranhão, Santa Catarina, São Paulo e duas em Minas Gerais, além do cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão em outras localidades, como Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará. No total, a ação policial apreendeu 15 mil comprimidos.

Segundo a polícia, a quadrilha que atuava no Brasil negociava anabolizantes, abortivos, inibidores de apetite, medicamentos caseiros e fórmulas sem registros. No País, este comércio é considerado crime hediondo e pode levar a dez anos de prisão. Para vender os produtos, eles utilizavam sites, classificados em jornais, fóruns e redes sociais.

Fora do País também ocorreram prisões de responsáveis por sites direcionados ao mercado brasileiro. A venda de medicamentos proibidos sempre teve um mercado propício no Brasil. Desde a venda de medicamentos para animais (que tem causado mortes e mutilações) até a pílulas de farinha produzidas em cômodos de fundo de quintal (comercializadas para pacientes com câncer), o brasileiro ainda não se conscientizou do perigo que representa o consumo de medicamentos falsificados ou proibidos pela nossa legislação.

Dar uma esperança a pacientes portadores de doenças graves, além de ser crime, é ato desumano. E é justamente isso o que fazem estes verdadeiros marginais, presos pela Polícia Federal, os quais desconsideram o mal que as drogas oferecidas podem fazer a quem as ingere e continuam movimentando este comércio pernicioso e danoso à saúde do brasileiro.

A PF precisa ainda fechar o cerco contra a venda irregular de medicamentos sem receita médica. Muitas vezes produtos perigosos acabam sendo vendidos à luz do dia, em estabelecimentos regulares, mas de uma forma totalmente criminosa. Cabe às autoridades o papel de investigar e coibir este comércio que já tirou a vida de milhares de brasileiros ao longo dos anos. Pois já é hora de se dar um basta a esta agressão à integridade e à saúde do ser humano, antes que a situação saia do controle e não tenha mais como se impedir este crime.

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