O relacionamento entre S. e B., segundo a avó, “se restringe ao uso das drogas. Elas não costumam ficar juntas porque não param em casa. Mas sei que elas fumam juntas”, disse.
Até dois anos atrás, S. morava com um dos ex-maridos. Ela se mudou para a casa de Maria e não mais trabalhou. B. sempre morou com a avó e deixou a escola no terceiro ano do colegial.
A história de mãe e filha se confundem em meio ao vício comum: o crack. De acordo com Maria, as duas sabem que precisam de tratamento e já até buscaram ajuda em alguns lugares, mas sempre desistem. “O vício é maior do que elas”, disse.
De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, atualmente em Franca 36 mulheres são tratadas contra a dependência química na rede pública da cidade. O tratamento é oferecido pelo Capsad (Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Outras Drogas), à Rua Cavalheiro Petraglia, 80, na Vila Santos Dumont. O interessado precisa apenas levar algum documento pessoal com foto e o cartão do SUS. O tratamento é gratuito.
A dificuldade encontrada por Maria está no fato de que o tratamento precisa ser espontâneo e, no seu caso, S. e B. já foram até internadas, mas não conseguiram ficar muito tempo longe das drogas. Ela já tentou interditar a filha e a neta, mas seu pedido foi negado pela Justiça.
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