Os girassóis


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É possível que já se tenha contado 40 anos depois de uma lembrança que agora acordei: um bom amigo e uma dedicatória em livro que me presenteou. O livro carregava a biografia de Van Gogh. O amigo famoso era Mário Moraes, jornalista, homem de rádio e televisão, com quem muito aprendi de amor às artes. As palavras de Mário que marcaram a dedicatória foram mimo inesquecível que revivi no último sábado com a decoração do Castelinho na garbosa festa “Top Franca”. Dizia ele: “Um artista, meu predileto, para um amigo de minha predileção”. Horas, dias e anos somaram-se no tempo comigo buscando Van Gogh, na literatura e em museus em volta do mundo. Fui vê-lo através da obra coroada de sucesso após sua morte, na velha gare de Paris restaurada para acolher as mais faustosas artes do mundo. Cravado na margem esquerda do Rio Sena, o Musée d’Orsay guarda relíquias da mais expressiva arte do mundo, Van Gogh presente.

Em agosto de 1888 em Arles, sul da França, Vincent Van Gogh começa a trabalhar o sentido da cor e da luz para colocar sentimentos e vida na série “Os Girassóis”, um total de sete trabalhos, dos quais, um – vaso de cinco girassóis – foi destruído pelo fogo em agosto de 1945 durante a Segunda Guerra Mundial. No Museu de Van Gogh em Amsterdã, onde sua pátria perpetua a memória do artista, fui deslumbrar-me com a tela do vaso de quinze girassóis.

Na réplica concebida como decoração das mesas do “Top Franca”, apesar da inclusão de gérberas junto aos girassóis, revelou-se a alta sensibilidade do criador, traduzindo a expressão de Vincent Van Gogh na obra Doze Girassóis numa jarra, talvez a mais valiosa da coleção que vi no patrimônio da Neue Pinakothek de Munique.

A promoção organizada pelo GCN vem arrebatando deslumbramento de tantos quantos desfrutam seu agradável momento, seja pelo relacionamento entre pessoas, pelo encanto de mulheres ou o esmerado guarda roupa que realçam suas presenças.

Cabe um destaque especial ao discurso do prefeito Sidnei Franco da Rocha – segundo ele, de duas palavras, 15 ou 20 na realidade mas – adequado e conciso sem deixar de cumprir o objetivo. A trabalhosa organização festiva a que se lançaram os promotores carrega a finalidade justa de registrar destaque na sociedade das evidentes posições ocupadas por empresas ou pessoas, cuja atuação marque presença. Em especial, cito o responsável pela obra social DCNOVI, merecidamente homenageado pelo esforço emprestado a uma causa que assusta as populações, Antônio Coelho Berbel, lutador em favor da recuperação das dependências químicas. Ao saudá-lo pela justiça da premiação estendo aos demais, homenageados e promotores, sincero aplauso.

Garcia Netto
Jornalista

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