S. Pedro de Alcântara


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“Pedro” significa “rocha”, “pedra”


Pedro nasceu em Alcântara, Espanha, em 1499. Estudou em Salamanca e, aos 16 anos, ingressou na Ordem dos Franciscanos, em Manxarretes, tornando-se mais tarde Provincial. O campo de sua missão foi Espanha e Portugal. É tido como um dos maiores místicos e ascetas espanhóis do século XVI. Foi conselheiro das cortes espanhola e portuguesa e o diretor espiritual de S. Teresa de Ávila. Era um homem de vida austera, dado a grandes penitências, meditações e oração. Tal estilo de vida foi implantado nos conventos sob sua jurisdição. S. Teresa muito o admirava, seja pela afinidade espiritual seja pelos favores que dele conseguira e pelo apoio que lhe deu o Santo nos momentos mais difíceis de sua vida. Graças a ele, S. Teresa conseguiu fundar am Ávila o seu primeiro convento de carmelitas “descalças”. No tempo do Brasil império, era o protetor do Brasil em atenção ao Imperador, que também se chamava Pedro. É representado vestido do hábito franciscano, com uma cruz, um crânio, a pomba simbolizando o dom da profecia e o livro com a Regra da Ordem.

Oração
Da busca da eterna morada


Deus, nosso Pai, por mais que avance o homem no tempo, por mais que se acrescentem aos séculos as humanas experiências, pouco ainda sabemos do amor, do perdão e da justiça. Pouco sabemos do mistério da dor e da iniqüidade e do mistério que nos envolve a cada instante. Pouco sabemos das forças ocultas que nos arrastam ora para o bem ora para destemperos, crueldades e padecimentos. Nesta frágil arca em que buscamos refúgio, tudo geme de dor e de alegria ao mesmo instante, tudo silencia e se desespera diante da própria impotência, tudo se esvai e pede um novo nascimento. Lembremo-nos de Noé... Por 40 dias e 40 noites, permaneceu na arca, à deriva, nas águas do dilúvio que jamais parecia ter fim (Gn 7,1ss). Mas, cheio de esperança e confiança, concentrou o coração naquele que o conduzia na escuridão, em meio a raios, trovões e tempestades. E quando as águas serenaram, por três vezes a pomba alçou vôo e partiu, por outras três vezes voltou; e só na quarta vez que partiu... pois a vida sobre a terra já era possível. Nós, desta arca em que balançamos sobre as alegrias e as mágoas da vida, quais pombas, partimos muitas vezes para regressar vezes sem conta ao ponto de partida. O que importa, entretanto, é ficarmos atentos à espera do aviso de Deus, para deixar a arca e pisar terra firme, uma terra sem males, e nele, em Deus, estabelecer nossa eterna morada.

Os Cinco Minutos dos santos/ J. Alves.
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.

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