Hospital São Joaquim comemora duas décadas e projeta expansão


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SONHO REALIZADO - Hospital São Joaquim completa 20 anos nesta segunda-feira: unidade nasceu do sonho de um grupo de médicos e tornou-se referência hospitalar na região
SONHO REALIZADO - Hospital São Joaquim completa 20 anos nesta segunda-feira: unidade nasceu do sonho de um grupo de médicos e tornou-se referência hospitalar na região

Um sonho conduzido por um grupo de médicos idealistas tornou-se realidade, consolidou-se nas últimas duas décadas e chega aos 20 anos nesta segunda-feira com planos de expansão. No dia 18 de outubro de 1990, era inaugurado o Hospital São Joaquim. A incorporação pela Unimed e os investimentos constantes transformaram a unidade em uma referência de atendimento hospitalar na região. O hospital é reconhecido pelo envolvimento nas áreas de ressonância magnética, tratamentos de acidente vascular cerebral e, agora, por ser o primeiro da cidade a adotar o Check-up Day, uma forma pouco difundida de medicina preventiva e diagnóstica. O São Joaquim chega ao vigésimo aniversário com 500 colaboradores, 280 cooperados e uma média de 800 a mil internações por mês.

Por mais sonhadores que fossem os fundadores, era difícil imaginar que o empreendimento atingisse a solidez atual em um tempo curto. A história do hospital teve origem no fim da década de 70, quando Joaquim Espereta atendeu ao pedido de Joaquim Pereira Ribeiro e doou um terreno de 12,5 mil metros quadrados, no loteamento do Bairro São Joaquim, para um grupo de dez médicos com o compromisso de que eles construíssem um hospital no local. O então ministro Macedo Soares veio a Franca para o lançamento da pedra fundamental. As obras de construção duraram 12 anos. Durante o período, cinco médicos desistiram do projeto. Dos pioneiros, restaram Joaquim Pereira, Rossini Machado, Cleomar Borges, José Bernardes de Pádua e Cássio Lourenço. Outros profissionais, como Marco Aurélio Ubiali, se associaram ao grupo antes da entrega oficial.

Vinte anos depois da inauguração, os fundadores falam com orgulho do hospital tido como uma referência regional. “É a mesma coisa de você ter um filho e vê-lo evoluir na vida até se formar e transformar-se em um especialista. É um orgulho para nós, porque o hospital surgiu de um sonho que se transformou em realidade”, comentou o doutor Pádua. Para o médico, a realização do sonho foi possível graças ao alicerce formado pelos fundadores, que sempre estiveram presentes financeiramente e com entusiasmo. “Privamos-nos de comprar fazendas, propriedades e carros para colocar dinheiro nas obras. Foi tudo com muita garra e sacrifício, mas valeu a pena, pois entregamos à sociedade algo que está edificado, que ninguém derruba”. Joaquim Ribeiro também destacou as dificuldades. “Foi uma luta. Nossa primeira compra foram 400 tijolinhos. Tivemos a coragem e o entusiasmo de enfrentar, pois não tinha um centavo financiado. Foram só recursos próprios. O hospital foi construído como se fosse casa de pobre. Hoje, olhando para tr
ás, me sinto orgulhoso e honrado de ter participado ativamente desta iniciativa”.

Há dez anos, o hospital foi comprado pela Unimed. Uma cláusula no contrato exigia que todo o corpo clínico fosse incorporado aos novos controladores, o que aconteceu. “Não foi por problemas financeiros, mas pela necessidade de seguir a globalização e de crescer. Se o hospital ficasse com a gente, teríamos dificuldades para evoluir da maneira necessária. Há dez anos, éramos 57 médicos. Hoje, somos 280. Como negócio, fazer a parceria foi ruim, mas como benefício à cidade e ver o hospital, que temos como um filho, crescer foi um negócio muito acertado”.

O hospital tem passado por constantes reformas e ampliações. Recentemente, foram construídos novos prédios para se instalar a ressonância magnética e o gerador de energia elétrica. Com 110 leitos, o hospital possui uma média diária de ocupação de 80%. “Em média, entre 800 e mil pessoas são internadas por mês, sendo que o atendimento nas unidades de emergência chega a atingir em torno de 10 mil pessoas por mês”, disse Marco Antônio Benedetti Filho, coordenador da unidade de emergência do hospital.

Segundo o diretor médico da instituição, Marco Aurélio Dainezi, o hospital vivencia um projeto de expansão e, para fevereiro de 2011, está prevista a inauguração da unidade de hemodinâmica, além de outras unidades que foram recentemente inauguradas, como a de quimioterapia. “Nos últimos cinco anos, o hospital chegou a investir em torno de R$ 10 milhões em instalações e equipamentos. Mas o nosso principal investimento foi na parte de pessoal e diagnósticos”.

Neste dia 18, em comemoração ao aniversário, os médicos participarão de um café da manhã especial no hospital e, no dia 20, um coquetel será realizado também no São Joaquim. Um vídeo institucional sobre a história e a estrutura do hospital está programado para ser exibido em um dos eventos.

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