A região da cidade de Franca que mais cresceu em 2010 foi a Oeste. Faltando ainda dois meses para o fim do ano, dez novos bairros “brotaram” próximo à Vila São Sebastião e oito mil novos imóveis passaram a fazer parte do mapa do município. De acordo com a Prefeitura de Franca, as áreas para crescimento imobiliário estavam previstas no Plano Diretor, aprovado em 2003. “Desde então, toda a cidade tem crescido, porém a Zona Oeste é uma área de expansão urbana com espaços livres a serem loteados”, disse a secretária municipal de Planejamento e Urbanismo, Valéria Marson.
A favor daquela ponta de Franca, estão as condições ambientais e de topografia. “Lá, a expansão é maior por ela não estar inserida em uma área de preservação ambiental e de mananciais. O mesmo acontece com a Zona Norte, mas lá o ritmo tem sido mais lento. Já nas regiões Leste e Sul, a proximidade com a Bacia do Rio Canoas é um fator limitador”, explicou a secretária.
Atualmente seis loteamentos estão em fase de implantação, totalizando cinco mil lotes urbanos - Residencial Palermo, Residencial Palermo City, Residencial Copacabana, Residencial Adriano Ferreira, Jardim Santa Clara e Villágio Nova Mundo. A parte de infraestrutura está em fase de conclusão para que em seguida seja colocado o asfalto.
Há ainda quatro diretrizes emitidas para loteamentos com três mil lotes - Residencial Quinta da Aurora, Bonsucesso 2, Residencial João Liporoni e Residencial Ferracini. “Para esses, o processo ainda levará alguns meses. Os loteadores já receberam as exigências que devem ser cumpridas para a aprovação e implantação do projeto”, disse Marson.
INFRAESTRUTURA
Desde 2008, toda a parte de infraestrutura dos novos bairros deve ser construída pelos loteadores, acatando diretrizes fornecidas pela Prefeitura. Isso não inclui, no entanto, problemas mais graves como o das voçorocas.
No Jardim Dermínio, por exemplo, um projeto de recuperação transformou uma área com terreno instável em espaço para lazer. Um investimento de R$ 2 milhões. E o mesmo pode acontecer com a região do Engenho Queimado, na altura da Vila São Sebastião. Segundo levantamento da Prefeitura de Franca, 120 famílias estão instaladas em áreas comprometidas pela instabilidade do solo que sofre com deslizamentos de terra e voçorocas na região do Engenho Queimado, na altura da Vila São Sebastião. A ideia é canalizar as águas e construir áreas de lazer, como parques e quadras.
Para isso, o município pediu ao Governo Federal mais de R$ 31 milhões, que viriam de recursos da segunda etapa do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A reposta deve ser conhecida até dia 30 de outubro.
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