Caso decida se candidatar a prefeita em 2012, Graciela Ambrósio (PP) terá um problema interno para resolver. Se a popularidade está em alta, a situação dela está longe de ser confortável. Integrante de um partido controlado pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB), seu adversário político, ela terá de passar por convenção e, certamente, enfrentará dificuldades para conseguir a legenda.
Dono de quatro cadeiras na Câmara, o PP é comandado por seis homens de confiança, a maioria secretários municipais, de Sidnei Rocha. O partido ressurgiu em 2006 para garantir uma legenda para o prefeito poder disputar a reeleição. A vaga do prefeito no PSDB não estava assegurada. As rusgas no ninho tucano foram resolvidas e ele foi reeleito pela sigla. Com isto, ficou com dois partidos nas mãos.
A partir de 2008, Graciela passou a fazer forte oposição ao prefeito e perdeu espaço no partido. Para poder disputar as eleições para deputado, precisou do aval da executiva estadual. Ela não teve o apoio do diretório municipal. As evidências apontam para novas dificuldades em 2012, quando as candidaturas serão definidas nos próprios municípios pelas convenções partidárias.
Caso o diretório municipal endureça e não conceda a legenda, Graciela dependeria de uma intervenção do diretório estadual. Outra alternativa, seria trocar de partido. “Neste caso, ela teria de conviver com o risco de não ser eleita e de perder o mandato de vereadora. Amparado pela lei da fidelidade partidária, o PP poderia reivindicar judicialmente a vaga na Câmara”, analisou o advogado Denílson Carvalho, especialista em direito eleitoral.
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