Projeto milionário quer eliminar erosão na Vila São Sebastião


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RISCO - Imagem feita em janeiro mostra deslizamento de terra no Córrego Engenho Queimado, que ameaçou casas na Vila São Sebastião
RISCO - Imagem feita em janeiro mostra deslizamento de terra no Córrego Engenho Queimado, que ameaçou casas na Vila São Sebastião

Está nas mãos do governo federal as chances da Prefeitura promover uma total revitalização no Córrego Engenho Queimado, na altura da Vila São Sebastião. O projeto é semelhante às obras realizadas na área de erosão do Jardim Dermínio e consumirá mais de R$ 31 milhões, que seriam repassados pela União. A expectativa da Prefeitura é que Franca seja contemplada com recursos da segunda etapa do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O veredicto deve ser divulgado pelo governo até dia 30 de outubro.

A instabilidade do solo francano faz com que a região do Engenho Queimado sofra erosão nas encostas do córrego. Em janeiro deste ano, uma forte chuva provocou deslizamentos de terra, destruiu árvores e ameaçou imóveis existentes às margens do canal. A proposta da Prefeitura é canalizar o córrego em toda extensão da Vila São Sebastião e construir áreas de lazer, como parques e quadras.

Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Urbanismo, 120 famílias estão instaladas em áreas comprometidas no bairro e, se o projeto for aprovado, serão transferidas. “A ideia é reurbanizar o bairro. Construiremos casas para transferir os moradores que estão em áreas de risco”, disse Valéria Marson, secretária de Urbanismo, que tem participado de reuniões sobre o PAC em Brasília desde agosto.

A secretária não tem previsão de quando os recursos serão liberados caso o projeto receba carta branca. “Nossa expectativa é conseguir os recursos. A obra no Engenho Queimado está no nosso planejamento, mas como os custos são muito altos, se a Prefeitura for executar, terá de ser feita aos poucos”.

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Com o lançamento da segunda etapa do PAC, Franca pleiteou quase R$ 114 milhões para oito obras, entre pavimentação e ampliação de rede de galerias. O governo federal filtrou as propostas e manteve quatro delas para serem analisadas. Além das obras do Engenho Queimado, a cidade pode ser contemplada com recursos para urbanizar o Córrego do Espraiado e evitar erosão no local; pavimentar o Prolongamento do Recanto Elimar e pavimentar e construir galerias pluviais no Prolongamento do Jardim Santa Bárbara. Os quatro projetos somam R$ 42 milhões.  

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