Após boatos sobre a possível venda da Unifran (Universidade de Franca) para o COC Ribeirão, o medo de mudanças e demissões por parte dos funcionários voltou a rondar os corredores da universidade nas últimas semanas. Em novembro de 2009, quando a reitora da Unifran (Universidade de Franca), Rosalinda Pimentel - na época com dois meses no cargo -, realizou um processo de reestruturação na faculdade, o mesmo clima de tensão também esteve presente. Assim como há um ano, agora a diretoria da instituição nega qualquer tipo de negociação.
O chanceler Abib Salim Cury disse que tudo isso não passa de um boato. “É mentira. Essa informação de venda da Unifran não existe. Não estou vendendo e nem tenho planos de vendas para a instituição”, disse Cury, por telefone. Ele acredita que os boatos tenham sido ocasionados devido às mudanças que a universidade sofreu nos últimos meses. “Nos mercados competitivos isso sempre ocorre. A Unifran passou e está passando por um quadro de redução de custos e uma reforma acadêmica, o que deve ter deixado os profissionais preocupados. Daí, então, ter surgido a hipótese (mentirosa) da venda”, disse o chanceler.
A reitora Rosalinda Chedian Pimentel disse na tarde de ontem que desconhece a troca de reitoria ou qualquer mudança na direção. “A cada semana eles inventam um boato ou um novo reitor para me substituir. Não há nada de mudanças. A Unifran está caminhando super bem”, garantiu.
A reitora também destacou que a partir de 2011 a instituição deve continuar seu processo de reestruturação, com novas mudanças e possivelmente novos boatos. “O período letivo mudará de anual para semestral. A maior parte das universidades já estão assim. Mudaremos para que possamos pegar novos alunos de transferências que tinham de esperar até o início de ano para começar a estudar”, disse. A carga horária e o tempo do curso continuarão os mesmos. “Os alunos que já estudam na universidade permanecerão em regime anual até a conclusão dos seus cursos. Tudo isso é para melhorar e não prejudicar os alunos”.
MUDANÇAS
Três novos cursos serão implantados em 2011: Engenharia de Transporte, Engenharia de Materiais e o curso tecnólogo de Sistemas de Informação para Redes Sociais. Quanto à chegada do curso de Medicina, a universidade - que ainda não conseguiu autorização do MEC (Ministério da Educação) sob o argumento de que no Estado de São Paulo não há necessidade social para a criação de mais um curso na área - aguarda decisão de recurso. “Estamos na expectativa de que até janeiro de 2011 teremos uma boa resposta. Está tudo pronto, falta só o aval do MEC”, disse Rosalinda. O curso de Jogos Digitais, criado no ano passado, será fechado por baixa procura.
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