Acompanho distante – mais de 10 mil quilômetros – a semana pós-eleição, por graças do milagre da Internet aliado ao arrojo modernizante do grupo GCN. Embora lamentando a perda de uma cadeira no Congresso Nacional percebo grande afinidade entre meu vaticínio e desejo ao do brilhante jornalista Corrêa Neves Júnior, expresso na Gazetilha deste Comércio.
Ambos defendemos o crescimento da representatividade local. Ele, apegado defensor da macro-região de Franca, externava preocupação com o eventual dano e perda de cadeira no Congresso e Assembleia.
Da mesma forma, eu defendendo a possibilidade de aumentar nossa representação elegendo dois federais e três estaduais. Ele temia o efeito da vaidade, o excesso de candidaturas por causa da falta de sintonia entre partidos. Aconteceu. Nem Graciela foi e nem Ubiali voltou.
Neste mesmo espaço, em 15 de julho, concitei partidos e a sociedade com o texto “Pensar só em si”, para que adotassem equilíbrio e sabedoria política, incluindo em suas agendas a união de forças em favor da cidade, esquecendo-se de vaidades e objetivos pessoais. Não fui ouvido.
A enxurrada de candidaturas sem sentido algum e as dobradinhas do espúrio comportamento de candidatos cujo registro deveria ser vetado pelos partidos conseguiram o que era sabido: fragmentar os votos que dariam eleição garantida a candidatos do nosso ideário, suscetíveis de vitória.
Para a recente eleição, houvesse Franca inscrito somente cinco candidatos e nesta ordem, teria hoje cinco representantes: Doutor Ubiali, delegada Graciela, Gilson de Souza, Roberto Engler e Gilson Pelizaro.
Minha posição pessoal neste caso seria votar na cidade, mesmo que algum candidato não me agradasse ao paladar político. As lideranças não pensaram em união. Dividiram entre todos, o “régio” resultado.
Vejo com orgulho a televisão internacional dedicar ao Brasil largo espaço analisando o embate cívico empreendido pelo País. Quando fazem referência a candidata da situação a menção se restringe a “essa senhora”, certamente em respeito ao Brasil, organismo componente das Nações Unidas.
O jornalismo de cá ou de lá, se pauta nas informações circulantes do “onde há fumaça, há fogo” que o presidente titula de partidário por não compactuar com seu apetite. (...).
O eleitor brasileiro acaba de mostrar lúcida evolução, levando a eleição para o segundo turno, expondo o desejo nacional de poder avaliar melhor, refletir qual o caminho menos pedregoso para o futuro de novas gerações.
Devemos abraçar o espírito bolivariano de Lula? Devemos ignorar “essa senhora” desconhecida, ela que nunca se arrependeu de seu passado vergonhoso. Ao contrário, orgulha-se da guerrilha comunista.
Garcia Netto
Jornalista
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