Bancos começam a proibir o uso de celular dentro das agências


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PROIBIÇÃO - Cliente observa comunicado afixado na porta de agência bancária no Centro de Franca. Lei municipal proíbe uso de celular no interior das agências
PROIBIÇÃO - Cliente observa comunicado afixado na porta de agência bancária no Centro de Franca. Lei municipal proíbe uso de celular no interior das agências

Falar ao celular nas agências bancárias de Franca agora é proibido. Depois de aprovada por unanimidade na Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito Sidnei Franco da Rocha (PSDB), a lei que proíbe o uso de telefones celulares e equipamentos semelhantes dentro das instituições financeiras já começou a ser implantada na cidade. Em pelo menos quatro bancos - Bradesco, Brasil, Itaú e Real - cartazes informam os clientes da existência do veto.

O objetivo da lei é evitar o crime conhecido como “saidinha de banco”, em que criminosos seguem vítimas que sacaram quantias altas de dinheiro e as assaltam na rua. A ação, segundo o texto da lei, seria executada através de informações transmitidas de dentro das agências bancárias por contatos telefônicos.

Os comunicados com a proibição estão afixados nas portas de entrada, nos caixas e no auto-atendimento, mas na última semana não foi difícil encontrar clientes ao aparelho celular na fila ou no caixa eletrônico. “Vamos esperar os bancos voltarem da greve para fazer a oficialização da lei, mas acredito que não haverá problemas, pois as pessoas podem continuar com a aparelho em mãos”, disse o vereador Valter Gomes (PSB), autor da lei.

Pela lei, o cliente pode entrar normalmente com o celular dentro dos bancos. Só fica impedido de fazer ou receber ligações. A legislação, no entanto, não detalha quem fará a fiscalização, mas diz que o descumprimento do banco acarretará em advertência, multa diária de 100 UFM (Unidade Fiscal do Município), equivalente a R$ 3,6 mil, e suspensão do alvará após o 30º dia de reincidência. A legislação não estabelece punição ao usuário.

Para o gerente administrativo do Banco do Brasil, Emerson Marcel Benedicto a lei é de difícil aplicação, pois não há como controlar o comportamento de todos os clientes. “Afixamos os informativos em todos os ambientes e esperamos contar com o bom senso dos clientes, pois não temos autoridade para proibir. Os vigilantes e funcionários irão avisar da existência da lei”.

Em nota enviada à imprensa, a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) recomenda a seus associados que adotem as providências para que a norma seja cumprida, mas ressalta que os bancos não têm poder para impedir o uso do aparelho. “A entidade ressalta que os bancos não têm poder de polícia para proibir o uso dos aparelhos nas agências e que, por restringir direitos individuais, poderá causar transtornos e desconforto às pessoas que estiverem nos ambientes em questão”. 

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