Mais de 300 diretores de escolas públicas e particulares de Franca e região participaram na manhã de ontem de uma audiência sobre inclusão de deficientes nas escolas. O promotor de Defesa das Pessoas com Necessidades Especiais, Fernando de Andrade Martins, foi quem convocou o encontro, realizado no Uni-Facef. Atualmente, as escolas públicas da Comarca, que engloba quatro municípios da região mais Franca, atendem 1,5 mil crianças com deficiências.
O objetivo era apresentar um balanço e traçar novas metas para as escolas cumprirem até 2011. “Foi um encontro bastante proveitoso onde detectamos as unidades que fizeram adaptações físicas e promoveram cursos de capacitação para os professores. Projetamos ainda, até o ano que vem, pelo menos, a acessibilidade física de todas as escolas”, disse o promotor Fernando de Andrade Martins.
No último encontro realizado em 2008, na meta da inclusão, estavam previstas a capacitação dos professores para lidar com o aluno com algum tipo de deficiência e a adaptação dos prédios escolares, com construção de banheiros especiais, fraldários e rampas. Atualmente na rede municipal com atendimento de 432 alunos deficientes, 78% das escolas da Comarca já têm completado as adaptações. A rede estadual, que atende 1.065 estudantes com deficiência, possui cerca de 40% das unidades com acesso a deficientes. “Queremos avançar em vários aspectos. Há escolas ainda em Franca que não houve nem como colocar rampa por causa da estrutura no prédio. Então estamos fazendo licitações para colocação de rampas móveis. Há muitas burocracias neste processo e temos que vencer essas etapas”, disse a dirigente regional de ensino Ivani Marquesi.
Leila Haddad, secretária municipal de Educação de Franca, diz que além da parte física, houve a preocupação nos últimos dois anos da capacitação de novos profissionais. “Focamos também na parte de preparação dos professores para lidar com esses deficientes. Tivemos vários seminários e cursos específicos. Precisamos mostrar que essas crianças têm condições de aprender e com ensino de qualidade”, disse Leila Haddad.
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