Candidatos atribuem derrota nas urnas à falta de dinheiro


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A segunda-feira seguinte à eleição foi dia de reavaliar estratégias de campanha e retomar a vida para a maioria dos oito candidatos de Franca que tentaram sem sucesso conseguir uma vaga na Câmara Federal.

Entre os menos votados, Vanderlei Tristão (PTB) e Donizete da Farmácia (PMN) se mostraram decepcionados com o resultado das urnas. “Tive uma votação aquém do esperado pelo trabalho que faço há mais de 22 anos na cidade, basicamente na área de habitação. O resultado me surpreendeu”, disse Tristão que teve pouco mais de 5,6 mil votos.

A explicação, segundo Donizete, seria a falta de estrutura do partido e de recursos financeiros. Com gasto estimado em R$ 30 mil, o candidato que registrou 11,5 mil votos afirma que nesses casos o trabalho está além do político. “Os tempos de televisão e de rádio, por exemplo, eram muito pequenos. No fim, foi uma campanha de amigos e analisando por aí, estou muito feliz”.

Entre as implicações de uma campanha modesta está o alcance restrito. Nesse ponto, Tristão, cujos gastos de campanha declarados devem ficar perto de R$ 60 mil, reconhece que faltou trabalho em outras cidades da região de Franca. “Não tínhamos dinheiro para nos locomover. No limite de um orçamento muito pequeno, a falta de recursos foi fatal”, disse o petebista.

Apesar da derrota, os dois já falam em retornar para a política. Tristão retorna a seu trabalho como vereador na Câmara Municipal de Franca e Donizete volta ao dia a dia da farmácia de olho nas eleições de 2012. “Não é o momento de falar sobre isso ainda, mas política parece que vicia”, disse ele.

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