As urnas confirmaram as projeções das pesquisas e Franca sofreu uma baixa em sua representação. As duas vagas na Assembleia Legislativa foram mantidas, mas a cidade ficará sem uma voz em Brasília. Roberto Engler (PSDB) e Gilson de Souza (DEM) foram reeleitos para mais um mandato como deputados estaduais. O federal Marco Aurélio Ubiali (PSB) viu sua votação despencar e ficou apenas com a primeira suplência do partido.
Logo na sua primeira disputa para a Câmara Federal, a vereadora Graciela Ambrósio (PP) obteve uma expressiva votação, mas insuficiente para se eleger. A delegada ainda se apega a um fio de esperança. Primeira suplente, ela tem a chance de entrar se os votos de Paulo Maluf forem considerados válidos e o PP ampliar sua bancada.
Num domingo de votação tranquila em Franca, 186.899 eleitores compareceram às urnas para escolherem os seus representantes para os próximos quatro anos. A abstenção foi de 31.870. Na disputa para deputado estadual, o grande destaque foi o deputado Roberto Engler que ampliou em 20 mil a votação obtida na cidade em 2006 e recebeu 51.258 votos do eleitorado francano. Em todo o Estado foram 95,2 mil votos, desempenho que o colocou na 17ª colocação da coligação PSDB/DEM que obteve 31 vagas.
Reeleito com tranquilidade, Engler preferiu não comentar sua vitória. De acordo com sua assessoria, ele se fechou para comemorar entre familiares e amigos. No período da manhã, quando foi votar no Colégio Champagnat ao lado da mulher, ele disse que estava confiante no resultado positivo e agradeceu o apoio da equipe que trabalhou na sua campanha. “Chegamos ao limite de nossas forças, suamos a camisa literalmente. Fico agradecido pela minha equipe que acreditou no nosso objetivo. A decisão está na mão dos eleitores. Ficarei honrado em continuar”, disse, ainda pela manhã.
Quem também teve motivos para comemorar foi Gilson de Souza. O deputado mostrou que é forte em Franca, seu principal reduto eleitoral, e obteve 56.170 votos em casa, mais do que Engler obteve na cidade. Buscou outros 20 mil fora e chegou a 77,6 mil. Com a votação, garantiu a 24ª colocação na coligação e se elegeu sem riscos, ao contrário de 2006 quando sofreu e ficou na suplência.
O começo da apuração não foi animador. Quando os primeiros votos começaram a ser totalizados pelo TRE, Gilson estava longe dos 31 eleitos pela coligação e chegou a demonstrar desânimo. “Sou o candidato eleito só no sofrimento. Todas as vezes eu passo por isso. Estou muito contente, porque tudo que acontece na minha vida é assim. Desde pequenininho, foi muita luta. Nada foi fácil para mim”. O sofrimento deu lugar ao alívio e alegria a partir do momento em que os votos de Franca e região entraram na conta. Com isto, Gilson ocupou posição confortável entre os eleitos e não viu mais sua reeleição correr riscos. “Agradeço muito a Deus e aos eleitores que depositaram a confiança em meu nome. Vou retribuir a grande votação com muito trabalho”.
Depois de tentar, em vão, a Prefeitura de Franca em 2008, o petista Gilson Pelizaro sofreu outro revés ontem na sua segunda tentativa de chegar à Assembleia Legislativa. O ex-vereador esperava receber cerca de 40 mil votos em Franca, mas seu desempenho foi aquém das expectativas: 26.583. No total, foram 35,7 mil quase dez mil votos a menos que recebeu para prefeito. “Foi uma satisfação ter participado do processo eleitoral e ter recebido um percentual razoável de votos. Fiquei satisfeito com a votação”.
Os demais candidatos não tiveram o que comemorar. Cristiano Rodrigues (PV) recebeu 3,6 mil votos, Ditão dos Correios (PC do B) 1,8 mil, Sidney (PC do B) 460 e Capitão Lídio (PSC) 494. Quando esta edição foi fechada, ainda faltavam 9 urnas para serem apuradas no Estado.
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