O domingo de eleição foi tranquilo em Nuporanga, uma entre as 60 cidades brasileiras e a única no Estado de São Paulo a realizar a votação em urnas biométricas - que identificam os eleitores por meio da impressão digital. Localizado a cerca de 45 quilômetros de Franca, o município tem 6.748 habitantes, 5.545 (82%) deles eleitores. De acordo com o juiz, César Antônio Coscrato, da 235ª Zona Eleitoral, foi exatamente essa proporção que fez a cidade ser escolhida para testar o novo sistema. “A determinação foi da Justiça Eleitoral, mas os eleitores assimilaram bem o sistema e a votação superou a expectativa”, disse ele, referindo-se ao fato de não terem sido registradas ocorrências graves em nenhuma das 22 urnas utilizadas na cidade.
Ainda segundo o juiz, “o sistema da votação biométrica aumenta a segurança das estruturas e das operações da votação, dificultando, senão impossibilitando, fraudes”.
Para os eleitores que passaram por recadastramento no início do ano para registro de fotos e digitais, a nova forma de identificação não fez muita diferença. “A gente não precisa mais assinar a lista, mas o resto é igual”, disse a estudante Bruna Belomi.
Nem o tempo que o eleitor levou para votar foi reduzido. Edmir Francisco Pereira, chefe do Cartório Eleitoral de Nuporanga, disse que o grande número de cargos a serem votados deixou a votação mais lenta do que em 2008. “Como sempre, nosso maior movimento foi registrado pela manhã e com filas normais para uma eleição com seis campos a preencher”, disse ele.
As urnas com leitor biométrico foram usadas em municípios de 23 estados brasileiros, atendendo mais de 1 milhão de pessoas. Não participaram do teste os estados de Mato Grosso, Roraima e Amazonas, além do Distrito Federal. A previsão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é que em 2018 todos os eleitores brasileiros votem pelo sistema de identificação por digitais.
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