Eleitores do Estado de São Paulo elegeram ontem Geraldo Alckmin (PSDB) para governador. Alckmin alcançou 50,63% dos votos com 99,99% das urnas apuradas, até as 2h10 de hoje, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Geraldo Alckmin foi eleito governador de São Paulo no primeiro turno com 50,63% dos votos - com 99,99% das urnas apuradas, às 2h10, segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral TSE).
Alckmin venceu o senador petista Aloizio Mercadante, que teve 35,23% dos votos. Com isso, o ciclo de administração do PSDB - que comanda o Palácio dos Bandeirantes desde 1994 - permanece. Celso Russomanno (PP) teve 5,42%, Paulo Skaf (PSB), 4,56%, Fabio Feldmann (PV), 4,13% e Anai Caproni (PCO), 0,02%. Mancha (PSTU), Igor Grabois (PCB) e Paulo Bufalo (PSOL) não tiveram seus votos computados até o horário dessa atualização do TSE, às 2h10 de
hoje.
Com a vitória, Alckmin deu a volta por cima em sua trajetória política. Depois de duas derrotas consecutivas, agora ele é novamente um dos principais líderes do maior partido de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Alckmin havia perdido o segundo turno para Lula, em 2006, durante a campanha para presidente e, em 2008, perdeu a disputa no
primeiro turno para administrar a Prefeitura de São Paulo.
Seu desempenho positivo nessa eleição se deve aos resultados obtidos em sua passagem pela Secretaria de Desenvolvimento do Estado, pasta responsável pelas implantações das escolas técnicas e faculdades de tecnologia. Alckmin passou a ocupar o cargo depois que perdeu a eleição para prefeito de São Paulo. A oportunidade oferecida pelo então prefeito José Serra foi um trampolim para viabilizar sua candidatura ao governo. Sua atuação e liderança nas pesquisas permitiram que Alckmin conseguisse unificar o partido como não tinha feito em 2006 e 2008, agora com o apoio dos diretórios tucanos em todo o Estado.
Um dos maiores desafios de Alckmin nessa nova gestão no Palácio dos Bandeirantes é fazer obras que melhorem a qualidade de vida dos paulistas e os projetos de infraestrutura para a realização da Copa do Mundo de 2014.
Essas duas missões incluem pensar e fazer reformas em aeroportos e estradas, ampliar a rede de transporte sobre trilhos na região metropolitana de São Paulo e reduzir a criminalidade.
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